Device: Caminhando entre o Thrash e o Death Metal

Resenha - Antagonistic - Device

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Por Vitor Franceschini
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Nota: 9

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Os candangos do Device estão na ativa desde 2004 e de lá pra cá lançaram este trabalho e o EP “Behold Darkness” em 2007. A banda consegue caminhar perfeitamente na linha tênue entre o Thrash Metal e o Death Metal, fazendo um som maduro, com peso, personalidade e letras que abordam temas sociais, anticristianismo, guerra e morte.
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Em 2008 a banda teve uma das maiores conquistas, ficando em segundo lugar da seletiva regional no Centro-Oeste do W:O:A Metal Battle Brasil, onde o principal objetivo do evento é levar uma banda para disputar o concorrido Metal Battle do festival alemão Wacken Open Air (a Meca do Metal mundial).

“Antagonistic” mostra-se um trabalho bem maduro por se tratar de um debut e foi produzido pela banda e Caio Duarte (Dynahead) no BroadBand Studios, em Brasília e masterizado pelo produtor/engenheiro de som britânico Russ Russel – que já trabalhou com nomes como Dimmu Borgir, Napalm Death, Defecation, entre outros.

“Let Burn” abre o trabalho de forma brutal e veloz, mostrando de cara a coesão da banda e o alto nível da produção, que deixou todos os instrumentos na medida. O refrão da composição fica na cabeça nas primeiras audições, o que mostra que a faixa é um belo cartão de visitas.

Apesar de fazer um som pesado e com momentos velozes, como em “Let Burn”, a banda mostra versatilidade em temas mais cadenciados como em “Insanity”, onde a cadência aliada a alguns dedilhados dá o tom da faixa, sem perder o peso característico da banda. Os solos de guitarra também são muito bem executados, digno da escola de nomes como Alex Skolnick (Testament) e Marty Friedman (Megadeth).

Voltando ao lado mais veloz, mas ainda versátil pela alternância de vocais guturais com rasgados, vale destacar “Temptations Desert”. A faixa possui um trabalho fenomenal de cozinha e mais influências de Testament nos solos. “The Meaning Of Horror” demonstra mais uma vez como a banda sabe variar nas levadas rítmicas e de novo cadenciando o som, que é envolto por mais dedilhados. É a faixa que mais se aproxima do Metal dos anos 80.

Fecha o trabalho a faixa cantada em português “Pátria Dos Porcos” que conta com a participação especial de Cleyton Albernaz, da banda de Hardcore xLinha De Frentex, dividindo os vocais com Ítalo Guardieiro.

“Antagonistic” passa rápido nas audições, mas não passa despercebido e muito menos porque possui elementos descartáveis, mas sim, como um bom filme, que te prende na audição e quando acaba, parece que você começou a vê-lo naquela hora, de tantas qualidades que possui.

Este trabalho será relançado juntamente com o EP de estreia “Behold Darkness” em um único CD através da Eternal Hatred Records. Portanto, não perca a chance e vá logo atrás da sua cópia!

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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