Megadeth: Uma retrospectiva de todo o material da banda
Resenha - Thirteen - Megadeth
Por Igor Miranda
Postado em 07 de novembro de 2011
O primeiro álbum com o baixista David Ellefson desde "The World Needs A Hero", lançado há 10 anos. A line-up responsável por "TH1RT3EN" tem demonstrado grande eficácia no palco e no estúdio – o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover registraram o antecessor "Endgame", tendo Drover marcado presença também em "United Abominations". Mas principalmente as filmagens de concertos mostravam que esse quarteto unido faria bonito. E fez.
Como dito em entrevistas, "TH1RT3EN" apresenta uma verdadeira retrospectiva de todo o material da banda – a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas, o peso elementar dos mais recentes. Não é à toa que muitas composições antigas e engavetadas finalmente viram a luz do dia. A banda apresenta um Thrash de extrema qualidade, com a assinatura do MEGADETH e principalmente do estilo de composição de Dave Mustaine, tanto lírico quanto melódico. Vale ressaltar que, especialmente aqui, as letras estão melhores do que nunca.
A abertura Sudden Death traz aquele tipo clássico de introdução instrumental que costuma abrir os álbuns do MEGADETH. Excelentes riffs de guitarra, vocal esganiçado, baixo presencial, bateria habilidosa, solos alternados entre o truncudo Mustaine e o técnico Broderick. A canção traz todos os elementos que irão se repetir ao decorrer do disco, mas esta é essencialmente Thrash. As seguintes Public Enemy No. 1 e Whose Life (Is It Anyways) são menos uptempo, mas ainda pesadas, pois contam com um grude de grupos do típico Heavy clássico.
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We The People, mais arrastada, dá sequência com uma levada ideal para o headbanging. Destaca-se o entrosamento entre Dave e Chris. Guns, Drugs & Money soa como uma demo perdida do clássico "Countdown To Extinction". A música é conduzida por um riff de guitarra hipnotizante e tem um bom refrão. Never Dead, lançada anteriormente ao disco para integrar o jogo NeverDead, é uma das melhores da tracklist. Pesada, visceral, matadora e mais MEGADETH do que qualquer outra.
Para os saudosistas, temos New World Order, composta em 1991 por Mustaine, Ellefson e os ex-integrantes Marty Friedman e Nick Menza para "Countdown To Extinction". A canção acabou não entrando para o play mas integrou a trilha sonora do jogo Duke Nukem. Segue, assim como Guns, Drugs & Money, o padrão do disco anteriormente citado, com um andamento tipicamente Heavy mas um trecho instrumental Thrash. Fast Lane, pesadíssima, traz um desfile de riffs e solos poderosos bem como uma cozinha incrível, com destaque ao grande Shawn Drover.
Black Swan, essencialmente conduzida por apenas um riff e uma variação deste, tem uma boa letra, um refrão grudento e bons solos de guitarra. A faixa já foi lançada como bônus de pré-venda do disco "United Abominations". Wrecker segue com sede de pauleira e boa performance vocal de Mustaine – é impossível imaginar o MEGADETH sem sua voz de pato rouco. A balada Millennium Of The Blind, co-escrita com Marty Friedman, alterna entre momentos limpos e pesados com a maestria de uma digna metallic ballad. O fechamento fica por conta da pesada Deadly Nightshade e da quase épica 13, que tem tudo para ser a favorita de grande parte dos fãs.
Mais uma vez, o MEGADETH não decepcionou. Pelo contrário: juntamente de "Endgame", "TH1RT3EN" é um dos melhores discos da banda desde os clássicos que ficaram pra lá da primeira metade dos anos 1990. Confira sem medo de bater cabeça. Afinal, sempre vale a pena conferir quando há consenso entre minha opinião e a do Jay.
01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways)
04. We The People
05. Guns, Drugs, & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13
Dave Mustaine – vocal, guitarra
Chris Broderick – guitarra, backing vocals
David Ellefson – baixo, backing vocals
Shawn Drover – bateria
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