Megadeth: Uma retrospectiva de todo o material da banda

Resenha - TH1RT3EN - Megadeth

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Por Igor Miranda
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O primeiro álbum com o baixista David Ellefson desde “The World Needs A Hero”, lançado há 10 anos. A line-up responsável por “TH1RT3EN” tem demonstrado grande eficácia no palco e no estúdio – o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover registraram o antecessor “Endgame”, tendo Drover marcado presença também em “United Abominations”. Mas principalmente as filmagens de concertos mostravam que esse quarteto unido faria bonito. E fez.
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Como dito em entrevistas, “TH1RT3EN” apresenta uma verdadeira retrospectiva de todo o material da banda – a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas, o peso elementar dos mais recentes. Não é à toa que muitas composições antigas e engavetadas finalmente viram a luz do dia. A banda apresenta um Thrash de extrema qualidade, com a assinatura do MEGADETH e principalmente do estilo de composição de Dave Mustaine, tanto lírico quanto melódico. Vale ressaltar que, especialmente aqui, as letras estão melhores do que nunca.

A abertura Sudden Death traz aquele tipo clássico de introdução instrumental que costuma abrir os álbuns do MEGADETH. Excelentes riffs de guitarra, vocal esganiçado, baixo presencial, bateria habilidosa, solos alternados entre o truncudo Mustaine e o técnico Broderick. A canção traz todos os elementos que irão se repetir ao decorrer do disco, mas esta é essencialmente Thrash. As seguintes Public Enemy No. 1 e Whose Life (Is It Anyways) são menos uptempo, mas ainda pesadas, pois contam com um grude de grupos do típico Heavy clássico.

We The People, mais arrastada, dá sequência com uma levada ideal para o headbanging. Destaca-se o entrosamento entre Dave e Chris. Guns, Drugs & Money soa como uma demo perdida do clássico “Countdown To Extinction”. A música é conduzida por um riff de guitarra hipnotizante e tem um bom refrão. Never Dead, lançada anteriormente ao disco para integrar o jogo NeverDead, é uma das melhores da tracklist. Pesada, visceral, matadora e mais MEGADETH do que qualquer outra.

Para os saudosistas, temos New World Order, composta em 1991 por Mustaine, Ellefson e os ex-integrantes Marty Friedman e Nick Menza para “Countdown To Extinction”. A canção acabou não entrando para o play mas integrou a trilha sonora do jogo Duke Nukem. Segue, assim como Guns, Drugs & Money, o padrão do disco anteriormente citado, com um andamento tipicamente Heavy mas um trecho instrumental Thrash. Fast Lane, pesadíssima, traz um desfile de riffs e solos poderosos bem como uma cozinha incrível, com destaque ao grande Shawn Drover.

Black Swan, essencialmente conduzida por apenas um riff e uma variação deste, tem uma boa letra, um refrão grudento e bons solos de guitarra. A faixa já foi lançada como bônus de pré-venda do disco “United Abominations”. Wrecker segue com sede de pauleira e boa performance vocal de Mustaine – é impossível imaginar o MEGADETH sem sua voz de pato rouco. A balada Millennium Of The Blind, co-escrita com Marty Friedman, alterna entre momentos limpos e pesados com a maestria de uma digna metallic ballad. O fechamento fica por conta da pesada Deadly Nightshade e da quase épica 13, que tem tudo para ser a favorita de grande parte dos fãs.

Mais uma vez, o MEGADETH não decepcionou. Pelo contrário: juntamente de “Endgame”, “TH1RT3EN” é um dos melhores discos da banda desde os clássicos que ficaram pra lá da primeira metade dos anos 1990. Confira sem medo de bater cabeça. Afinal, sempre vale a pena conferir quando há consenso entre minha opinião e a do Jay.

01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways)
04. We The People
05. Guns, Drugs, & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Dave Mustaine – vocal, guitarra
Chris Broderick – guitarra, backing vocals
David Ellefson – baixo, backing vocals
Shawn Drover – bateria

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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