Megadeth: Mustaine retorna conservador e sem ousadia
Resenha - Thirteen - Megadeth
Por Ricardo Seelig
Postado em 24 de outubro de 2011
Nota: 6 ![]()
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Décimo-terceiro álbum de estúdio do Megadeth, "Th1rt3en" será saudado pelos fãs como um dos melhores discos do grupo de Dave Mustaine. A razão para isso é simples: suas treze faixas caminham sobre terreno seguro, testado e aprovado nos trabalhos anteriores do grupo. Dave Mustaine retorna conservador e sem ousadia, o que, em um gênero como o heavy metal, não é necessariamente ruim.
Produzido por Johnny K (Machine Head, Sevendust, Disturbed), "Th1rt3en" marca o retorno do baixista Dave Ellefson ao grupo. Completando o line-up temos os excelentes Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria). Bastante inferior ao trabalho anterior – o ótimo "Endgame" (2009) -, o álbum se equilibra entre momentos de brilho esparso e outros onde soa apenas burocrático. A abertura, com "Sudden Death", apesar dos riffs interessantes, não evolui para uma composição que mereça maiores atenções. O mesmo vale para faixas como "We the People", "Guns, Drugs & Money" e "Black Swan", que apenas preenchem espaço.
No entanto, quanto acerta a mão, Mustaine acerta mesmo. "Public Enemy No. 1" é excelente, unindo o hard rock e o heavy metal com enormes doses de melodia. "Fast Lane" é um meio termo entre a sonoridade dos álbuns "Countdown to Extinction" (1992) e "Youthanasia" (1994), enquanto a balada "Millennium of the Blind" se destaca por sair do comum e trazer um pouco de ousadia a um álbum que tem os dois pés ficados no tradicionalismo.
É interessante fazer um paralelo entre os momentos vividos pelo Megadeth e por seu eterno antagonista, o Metallica. Enquanto James Hetfield e sua turma arriscam, mais uma vez, a sua reputação em um disco ousado e controverso – "Lulu", parceria com Lou Reed -, Dave Mustaine lança um de seus trabalhos mais ortodoxos. O que vai acontecer? Grande parte dos fãs de heavy metal, conservadores por natureza, vai receber "Th1rt3en" de braços abertos com frases feitas como "isso sim é música de verdade", "heavy metal se faz assim" e "Mustaine mostra para o Metallica como é que se faz, mais uma vez". No entanto, "Th1rt3en" é um álbum apenas mediano, com composições que, salvo raras exceções, não acrescentam nada à carreira do Megadeth, ao contrário de seu antecessor – "Endgame" -, que era um disco primoroso.
O Megadeth é uma banda histórica e que merece respeito por tudo o que já produziu, mas isso não faz com que, vez ou outro, o grupo cometa pequenos deslizes. "Th1rt3en" é um desses escorregões. Pouco inspirado, repetitivo em diversos momentos, é indicado apenas para os fãs. Se você é um deles, compre, nem que seja apenas para não deixar um espaço em branco em sua coleção.
Faixas:
Sudden Death
Puclis Enemy No. 1
Whose Life (Is Ti Anyways?)
We the People
Guns, Drugs & Money
Never Dead
New World Order
Fast Lane
Black Swan
Wrecker
Millennium of the Blind
Deadly Nightshade
13
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