Defleshed: Porradaria, qualidade e riffs espetaculares!
Resenha - Under the Blade - Defleshed
Por Christiano K.O.D.A.
Fonte: Som Extremo
Postado em 26 de julho de 2011
Nota: 9 ![]()
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Mais suecos por aqui. Fazer o que, se a cena lá é repleta de bandas extremas excepcionais? A Defleshed não é exceção, e apresenta um thrash/death muitíssimo criativo e até original. O grupo gravou grandes trabalhos, como os posteriores "Fast Forward", e o último - "Reclaim the Beat" - mas é interessante pegar um registro mais ou menos do meio da carreira, para sacarem como a banda se manteve praticamente fiel à sua proposta inicial. Então, para não passar batido, a recomendação: procurem por toda a discografia do trio.

"Under the Blade" é diferente, brutal, e faz essa mistura magnífica entre os citados thrash e death com o domínio que poucas bandas conseguiram fazer. O vocalista/baixista Gustaf Jorde também possui um timbre de voz diferenciado, não gutural, que se aproxima do black metal.
E por falar em black metal, poucos devem saber, mas quem ocupava a posição de baterista era ninguém mais, ninguém menos do que a máquina de blast beats Matte Modin, o maníaco que esteve na fase mais ultraveloz do Dark Funeral. Bem, isso dá uma boa noção do que você encontrará no som da Defleshed, certo?
Agora, a característica que eleva a Defleshed ao status de banda criativa: RIFFS ESPETACULARES, coisa que se segue ao longo de toda a carreira. Sim, os riffs são geniais, e conversam muitíssimo bem com o restante do instrumental. Realmente fenomenais.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Os destaques? Todas as músicas, que valem serem comentadas. A faixa de abertura – "Farewell to the Flesh" – inicia o barulho de forma perturbadora, tamanha a brutalidade que carrega consigo. Seguindo nas boas composições, "Entering my Yesterdays" chega de forma agressiva aos ouvidos e também contamina o ambiente.
"Eat the Meat Raw" tem um riff fantástico (ok, os riffs novamente), e uma levada muito empolgante. A mudança de ritmo no final também agrada. Outra que chama a atenção é "Sons of Spellcraft & Starfalls", veloz e destruidora. Se eu fosse falar mais alguma coisa, seria novamente do riff...
Depois vem "Metalbounded", com uma cadência contagiante, bem hardcore. Muito boa! Er... e já falei dos ótimos riffs? Ok, ok... continuando, agora tem a faixa-título, diversificada e irresistível. Assim é também "Thorns of a Black Rose" que, em determinado momento, tem um ritmo típico do black, numa passagem bem curta, mas marcante.
Outra que começa demolindo é "Cinderellas Return & Departure", com blast beats infernais, e sem deixar descanso ao ouvinte. Grande som! Na sequência, vem a também desesperada "Walking the Moons of Mars", muito violenta e com os riffs (sempre eles) monstruosos. Uma das melhores do CD.
Na mesma pegada, a penúltima canção – "Metallic Warlust" – também chega para derrubar paredes. "Impressionante" é uma boa palavra para descrever essa aqui. E para fechar, um cover magistral da Destruction – "Curse the Gods". Não deve em nada à versão original, se me permitem a ousadia.
Defleshed é isso: muita porradaria e muita qualidade. Reforço: ouçam toda a discografia dos caras. Impossível se arrepender! Fodabagarai.
Pra não passar em branco, deixo aqui o clipe de "Grind and Rewind", do álbum "Reclaim the Beat" (não encontrei nenhum do "Under the Blade"), para dar um gosto da pedreira que é a Defleshed.
Defleshed – Under the Blade
Invasion Records – 1997 – Suécia
http://www.myspace.com/defleshedsweden
Tracklist
01. Farewell to the Flesh
02. Entering my Yesterdays
03. Eat the Meat Raw
04. Sons of Spellcraft & Starfalls
05. Metalbounded
06. Under the Blade
07. Thorns of a Black Rose
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