Disinter: São de surpresas assim que o underground precisa

Resenha - Demonic Portraiture - Disinter

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Por Christiano K.O.D.A.
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Acredito que essa banda pouca gente já ouviu falar. Portanto, mais do que nunca, vale a pena dar essa dica para quem gosta de um bom death metal. Embora só tenha escutado dois álbuns desses americanos que injustamente não têm seu merecido reconhecimento, foi por esse que me apaixonei. Que trabalho lindo!
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Verdade seja dita, o Disinter não apresenta nada de novo no death metal, mas a garra e a beleza com que executam as canções torna isso um pormenor insignificante. A coisa aqui é de empolgar! Tanto é que a faixa de abertura – “First And Last In Battle / Strength And Honour” – é uma das minhas favoritas de absolutamente tudo o que já ouvi até hoje. Perfeita! Toda a composição é fantástica, e o final é maravilhoso. Já valeria o CD só por esse som.

Mas merecem destaque outros grandes títulos como “An Eternity Of Pain (The Shame Of The Inquisition)”, “Where We Are Mortal”, “Cyclopean Ruins” e “Upon The Winds Of Vengeance” (riff simples, mas muito legal).

A Disinter investe em uma sonoridade diversificada na velocidade, mas é bom salientar: as partes velozes são realmente furiosas. O vocal, sinceramente, não assusta tanto, mas ainda sim, é um gutural de respeito. A bateria é um show, e guitarras e baixo também não ficam devendo em qualidade.

A capa, embora um pouco escura demais, é um muito bonita. O tom meio sépia caiu como uma luva na ilustração. Como tenho apenas um promo CD da banda, não posso falar do encarte, que aqui não existe.

A gravação também é excelente, pesada na medida certa. Particularmente curti muito o timbre da caixa da bateria, mais ligada a bandas grind, mas que deixou o trabalho aqui interessante. As guitarras apresentam afinação “normal”, algo não muito comum a bandas do gênero death. Em outras palavras, isso garante alguma melodia ao instrumental. Mas calma, fãs mais radicais, o negócio aqui ficou bom, podem ter certeza.

Ah, fiquem espertos para o final da faixa-título, que supostamente encerra o disco. Existe uma música não creditada (na verdade, duas) depois disso (ao menos no meu promo CD). Uma delas é cover de uma tal At the Gates, conhecem? Eheh. “Blinded By Fear” é o nome da belezura. A outra, não sei dizer como chama. Aliás, quem puder colaborar e informar, agradeço desde já.

Bem, e essa faixa escondida com as duas canções tem “apenas” 35 minutos de duração! Na realidade, uma música está no início, outra pouco depois, e então fica um silêncio total para aí sim ocorrer o criativo encerramento do disco.

São de surpresas assim que o underground precisa. Uma banda que infelizmente não está na elite do metal extremo talvez por pura falta de informação. Atentem-se. O cenário death é bem maior do que imaginam. Disinter prova isso com galhardia.

Disinter – Demonic Portraiture
Morbid Records – 2001 – Estados Unidos

http://www.myspace.com/disinter

TRACKLIST
1. First And Last In Battle / Strength And Honour
2. An Eternity Of Pain (The Shame Of The Inquisition)
3. Where We Are Mortal
4. The Hunter`s Moon
5. Woven With Pestilence And War
6. What Once Was, Again Shall Be
7. Cyclopean Ruins
8. Upon The Winds Of Vengeance
9. Whirling Spectral Voices
10. Demonic Portraiture
11. Blinded By Fear (At The Gates cover)

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e tem um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, alguém que faz da música sua vida.

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