Band: "Stage Fright ", clássico atemporal do lendário grupo

Resenha - Stage Fright - Band

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Por Pedro Canuto
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O fim dos anos 60 é lembrado porbandas psicodélicas, canções intermináveis e o surgimento daquilo que viria a ser o heavy metal, mas muita gente se esquece do THE BAND justamente por fazerem exatamente o contrário que sua geração pedia - mas que banda incrível!

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Em 1970 o THE BAND, comandado por Robbie Robertson, viria a lançar seu terceiro álbum de estúdio, seguindo uma linha mais roqueira que os dois trabalhos anteriores igualmente incríveis, diga-se de passagem, mas mantendo as principais características do grupo como a guitarra de Robbie sutil, mas sublime, as belas harmonias vocais e o inconfundível órgão de Garth Hudson.

A bolacha já abre com a frenética "Stranberry Wine", composição roqueira de Levon e Robbie, que segundo a lenda foi gravada por um Levon chapado de Heroína.

Logo depois de toda a agitação da primeira faixa, vem a melhor música do álbum e uma das melhores canções de todos o stempos. "Sleeping" é uma daquelas músicas que não se entende o motivo de nunca estar nos shows ou coletâneas, desde a bela letra de Robbie ao inconfundível e perfeito vocal de Richard Manuel, é sempre emocionante ouvir esta canção.

Você logo se surpreende com a terceira faixa "Time to Kill", presença obrigatória em todos os shows do THE BAND, o som traz um riff rasgado de Robbie e um belo solo desse mestre da guitarra.

A quarta faixa do CD é uma daquelas músicas que aumentam seu astral "Just Another Whistle Stop" possui uma bela harmonia e sempre vinha acompanhada de uma fantástica sessão de improviso antecedendo-a nos shows.

Depois da animada canção anterior vem a melodia emocionante e introspectiva de "All La Glory", uma bela amostra das baladas inconfundíveis do THE BAND, onde Garth Hudson mostra parte de seu maravilhoso arsenal de timbres.

Virando o disco a qualidade se mantém intacta com "The Shape I'm In", uma música animada e dançante que mostra a altíssima qualidade de guitarrista rítmico que Robbie possuía.

Aqui temos outro rockão de primeira, "The W.S. Walcott Medicine Show" foi um dos maiores sucessos do álbum e possui ótima letra e melodia.

Talvez a menos genial música do disco, se podemos dizer assim, "Daniel and the Sacred Harp" é sim muito boa, mas pode cansar com o tempo. Mas a qualidade sobe em seguida com a canção que nomeia a obra e mostra porque Rick Danko era o frontman da banda nos shows e também prova que Rick é um dos baixistas e vocalistas mais injustiçados do rock, a música beira a perfeição.

Fechando com "chave de ouro", "The Rumor" é um primor de letra e música com excelentes vocalizações. Enfim "Stage Fright" é um daqueles álbuns eternos, que você pode se orgulhar de dizer que levaria para uma ilha deserta. Procure pela edição da Capitol lançada em CD com ótimas raridades, um prato cheio para os fãs de boa música.




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