Black Oil: Ao vivo deve ser uma ótima definição para "caos"
Resenha - Not Under My Name - Black Oil
Por Marcos Garcia
Postado em 01 de abril de 2011
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Algumas fórmulas de se fazer Metal nem sempre são bem aceitas na época em que chegam ao mundo, e em geral, causam arrepios aos fãs mais tradicionalistas. A lista é longa: Black, Thrash e Death Metal nunca foram bem aceitos pela velha guarda setentista no seu surgimento nos anos 80; Os fãs dos 80 nunca aceitaram bem (como muitas até hoje não aceitam) os modelos musicais dos anos 90, como a segunda leva do Black Metal, as inovações no Death Metal, e mesmo a reconstrução do Thrash feita por bandas como PANTERA, SEPULTURA e outras. Mas é fato consumado que estas mesmas manifestações chegam para ficar, quer muitos queiram, quer não queiram, pois o Metal é democrático e as gerações mais recentes, em geral, aceitam melhor essas evoluções.

E o BLACK OIL, banda norte-americana de um Metal agressivo e denso, cheio de nuances de músicas regionais de várias partes do mundo (graças às variadas influências do guitarrista Addasi Adassi, um verdadeiro cidadão da Terra, que já morou em aproximadamente 30 países) é uma banda que merece menção honrosa, e poderíamos até dizer que eles seguem aquela linha do SEPULTURA fase ‘Roots’ e PANTERA fizeram, só que levando a um novo estágio, graças à personalidade bem diferenciada da banda. E vejam bem que isso é coisa difícil de encontrar nos dias de hoje, e com seu segundo Full-Lenght, ‘Not Under My Name’, vão chegar bem longe.
Produzido por Logan Mader (ele mesmo, ex-MACHINE HEAD), que conseguiu deixar a sonoridade da banda bem agressiva, seca e ‘in your face’, mas sem perder peso e brilho, este CD é muito superior ao ótimo disco de estréia, ‘Join the Revolution’. A arte é muito boa, em total concordância com a proposta lírica da banda, extremamente engajadas em causas anarquistas, no bom e velho estilo ‘think for yourself and be free’, coisa que está em falta nos últimos tempos.
A brutalidade começa com ‘S.O.S’, uma faixa bem seca, com guitarras bem gordurosas em bases e solos bem sacados, e com os vocais bem Death Metal intensos e nervosos de Mike Black variando do gutural ao rasgado sem o mínimo pudor e com muita competência, elementos igualmente encontrados na ótima ‘Terrorization’, cujo refrão é para sair cantarolando na segunda ouvida, pois é bem marcante, e em ‘The Great Divide’, esta um pouco mais cadenciada, mas de um peso absurdo. Em ‘Not Under My Name’, primeiro vídeo do CD que já anda no Youtube há algum tempo, já temos a presença de um lado mais experimental, com a contribuição de percussões bem pesadas, mas com aquela ‘brasilidade’ característica da banda, que nos faz ouvir a faixa várias vezes, fora a letra ser ótima.
Com um início bem peso pesado e guitarras lembrando a música regional do Oriente Próximo, vem um dos grandes destaques do CD, a empolgante ‘Eyes of Gaza’, que se ouve e se guarda os riffs e vocais na mente, bem como o trabalho da cozinha da banda (na época, com Denner Patrick e Rodney de Assis, que não estão mais na banda), e o solo esbanja emoção. Depois, temos uma música bem próxima ao Xote e ao Baião, só que Metal, a curtíssima ‘Matador’, que tem sua letra em português. ‘Amazonia’ é outra faixa pesadíssima, mas com a presença de elementos de percussão brasileiros, já que a faixa fala da Floresta Amazônica e da necessidade de sua preservação.
E mais elementos brazucas se fazem presentes em ‘CPU Samba’, onde há levadas de samba no meio do caos. Já em ‘Destruction’, temos uma faixa mais convidativa ao pogo desenfreado em shows, com certo ‘q’ de bandas de Hardcore, e fechando, assim como ‘Motivation’, que é bem curta e tem em si, um belo insert de ‘Para Não dizer Que Não Falei das Rosas’, canção que foi cassada na época do regime militar no Brasil, pois era um hino entre o movimento de oposição.
Esperamos que a banda alcance ainda mais projeção, e que sua tour passe novamente pelo Brasil, para que possamos conferir as novas músicas ao vivo, pois deve ser uma ótima definição para ‘caos’.
Tracklist:
01. S.O.S.
02. Terrorization
03. The Great Divide
04. Not Under My Name
05. Eyes of Gaza
06. Matador
07. Amazonia
08. CPU Samba
09. Destruction
10. Motivation
Contatos:
http://www.blackoilband.com
http://www.myspace.com/blackoil
http://www.youtube.com/blackoilband
http://www.facebook.com/blackoilofficial
Outras resenhas de Not Under My Name - Black Oil
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
O álbum do Cannibal Corpse que Jack Owen não consegue ouvir
A banda que impressionou Eddie Van Halen: "A coisa mais insana que já ouvi ao vivo"
A música do Led Zeppelin que para Robert Plant é o seu "cartão de visitas" como vocalista
Baterista quer lançar disco ao vivo da atual formação do Pantera
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Vocalista quer que novo álbum do Rival Sons seja "para os fãs de camiseta preta"
Joe Bonamassa lançará show em tributo a Rory Gallagher
Wolfgang Van Halen fala sobre a importância de ter aprendido bateria primeiro
Concerto do Pink Floyd gravado por Mike Millard vai sair em vinil e CD oficial
Kip Winger admite não se identificar mais com a música da banda que leva seu nome
O grande erro que a MTV Brasil cometeu, segundo Gastão Moreira
O guitarrista que é "facilmente o melhor" que Jimmy Page já viu de perto, segundo o próprio
Por que Renato Russo desistiu de tratar AIDS: "Foi por paixão; mexe com outras pessoas"
Fernanda Lira diz que para criminalidade reduzir é preciso "não votar em quem odeia pobre"


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?



