Murderdolls: Joey Jordison à vontade com seu horror-rock
Resenha - Women And Children Last - Murderdolls
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 04 de fevereiro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Lançado em 2010, "Women And Children Last" é o segundo disco da banda MURDERDOLLS, projeto capitaneado pelo multi instrumentista Joey Jordison, famoso pelo seu papel frente às baquetas do SLIPKNOT e Wednesday 13, não tão conhecido como seu companheiro. A sonoridade explorada tem uma única semelhança com o mega grupo de Joey: talvez o lado teatral do horror-rock que abordam. Nessa complexa mistura de resultado muito interessante, não faltam influências de nomes de peso, como obviamente ALICE COOPER, ROB ZOMBIE e MOTLEY CRUE.
"The World According To Revenge" é uma abertura obscura que introduz bem a atmosfera que permeará o disco. Nesse sentido, o álbum todo é mais sinistro que o trabalho anterior do Murderdolls e o aprofundamento dessa linha é justamente o que proporciona a grande diferença atingida nesse trabalho. "Chapel of Blood" comprova a boa performance de Wednesday 13 nos vocais, muito adequados ao propósito do disco. Além de agressivos, ainda trazem à tona estilos mais modernos que fazem uso de timbres semelhantes.
"Bored ‘Til Death" varia entre uma pegada do thrash e do sleaze. Por sua vez, "Drug Me To Hell" e "Nowhere" intensificam o ar hard rocker até pela presença de Mick Mars como convidado, na primeira delas. Na segunda, não há tanto peso nos instrumentos que, de modo mais animado e menos sombrio, conduzem a um hard rock mais clássico que abre espaço até para bons solados de guitarra.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Summertime Suicide" mantém o baixo forte, presente nas anteriores; o groove e o refrão mais repetitivo e pegajoso. "Death Valley Superstars" é mais suja e pesada, não soando metal somente pela boa condução dos vocais, muito bem encaixados em outra boa faixa. Sem fugir da tendência, "My Dark Place Alone" é uma composição mais caótica, que me faz lembrar do FREAK KITCHEN. Novamente com Mick Mars, "Blood Stained Valentine" consegue ser novamente mais pausada e pesada. Em contrapartida, "Pieces Of You" retoma o lado meio THE CLASH, meio SEX PISTOLS, que também assina as prévias faixas.
"Homicide Drive" traz como novidade um solo mais virtuoso e flerta um pouco com MUDVAYNE. "Rock N’ Roll Is All I Got" consegue, em uma faixa, mesclar o hard rock, o forte baixo e a agressividade dos vocais, o que leva a afirmar que não deveria constar como bônus. "Nothing Is Gonna Be Alright" também consegue trazer a modernidade e a obscuridade, bem explorados ao longo do disco, enquanto que "Whatever You Got, I’m Against It" alia um lado mais alegre do punk, sendo outra boa canção bônus. Antes das três, a edição convencional do disco é finalizada com "Hello, Goodbye, Die", a qual quebra um pouco a estrutura com uma bateria ainda mais acelerada e as guitarras no apoio. Apesar disso, insistem na velocidade, no peso e nos vocais brutos de Wednesday, que já não surpreendem.
E é justamente esse o único pesar do bom "Women And Children Last". Mesmo com a boa variação e a introdução de vários elementos, a linha mestra é sempre mantida com a performance absurdamente marcante de Wednesday. Os timbres das guitarras também não mudam e raramente é introduzida alguma estrutura diferente nas faixas. Não que as músicas se pareçam entre si, o que de fato não ocorre, mas o álbum tem um senso excessivamente pesado que restringe o melódico às faixas com alguma influência hard rock. Talvez a disposição das músicas no álbum não ajude muito, concentrando próximas as semelhanças.
Posto isso, devo dizer também, que as expectativas foram crescendo com o álbum, dada a qualidade das composições que, de início, foram me surpreendendo e representam muito bem os pedaços das influências citadas. Com o perdão do trocadilho, pode-se dizer que de horror só mesmo o clima do bom rock feito pelo Murderdolls, outra grata surpresa de 2010.
Integrantes:
Wednesday 13 – vocais, baixo, guitarra
Joey Jordison – bateria, percussão, guitarra, baixo, backings
Roman Surman – baixo, guitarra, backings
Mick Mars - guitarra nas faixas 4 & 9
Faixas:
1. The World According to Revenge
2. Chapel of Blood
3. Bored 'Til Death
4. Drug Me to Hell
5. Nowhere
6. Summertime Suicide
7. Death Valley Superstars
8. My Dark Place Alone
9. Blood Stained Valentine
10. Pieces of You
11. Homicide Drive
12. Rock N Roll is All I Got
13. Nothing's Gonna Be Alright
14. Whatever You Got, I'm Against It
15. Hello, Goodbye, Die
16. Motherfucker See, Motherfucker Do (bônus)
17. The Funeral Ball (bônus)
18. A Moment of Violence (bônus)
Gravadora: Roadrunner Records
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