The Storm: Um grande disco de AOR injustamente engavetado
Resenha - Sweet Surrender - Storm
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 01 de fevereiro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Por pura coincidência acabei achando a banda THE STORM que, de origem norte americana, conta com vocais femininos, além de uma tecladista. Originalmente, procurava a história de um conjunto homônimo, quando me deparei com "Sweet Surrender", álbum de AOR que esteve engavetado desde os anos 80. Para falar a verdade, não me recordo de nenhum disco do gênero que foi submetido à mesma proeza (quem se lembra, favor comentar). Mas, finalmente lançado em 2010, a qualidade de "Sweet Surrender" é realmente surpreendente, levando-me a questionar o motivo desse longo adiamento.

O THE STORM em questão prova, nesse único lançamento, o grande talento que teve. As músicas são muito bem executadas e trazem um ar muito carismático, muito bem conduzido pela afinada e ousa Kristina Nichols que, nos vocais principais, estabelece uma grande parceira com sua companheira Karen Childs. A sonoridade não é nada nova e, justamente pela gravação antiga, acaba trazendo toda a esfera da época em que fora concebido, sendo até por isso um belo registro. A produção é muito polida e gera dúvidas acerca de sua originalidade ou se houve alguma remasterização mais recente.
Especificamente sobre as faixas, todas merecem destaque, já que se trata de um trabalho muito conciso. "Leave Well Enough Alone" já abre com uma base típica de AOR, com teclados presentes, bela interpretação de Kristina e ótima atuação do baixo, acentuado também na base de "Do You Wanna Know", canção mais hard rock. "I’ll Be Lovin’ You" é mais lenta e atmosférica, mas conta com um refrão bem emotivo e emblemático, além de um instrumental mais simples, muito bem definido."Keep This Love Alive" é menos datada, lembrando o HYDROGYN, com um belo toque semi acústico.
A faixa título começa imprimindo um peso maior, mas mantém a mesma linha dos refrãos e falha só no solo que poderia ser muito mais envolvente. O refrão é de fato mudado em "Walk The Line", que acaba sendo menos temporal ao antecipar de certo modo o que atualmente a Europa anda retomando nesse renascimento do hard/AOR. Outra faixa interessante é a diferente "Broken", que traz traços da póstuma cena pop, mesclada com um pouco de classic rock, em um tom de súplica. "Someone To Love" é uma composição mais madura, com mudanças nos andamentos que mostram mais uma vez o bom entrosamento do grupo. Já "Hold On" e "The Last Time", embora boas, não têm grandes peculiaridades, apenas o solo mais extenso da segunda.
Ao término do álbum, tem-se uma boa coletânea de AOR, elaborada com maestria. Talvez até repetitiva demais, talvez não fora lançada pela decadência comercial (quiçá imposta) pela qual passou o hard rock no início dos anos 90. Isso de fato acabou por exterminar grandes bandas que não detinham tanta admiração pelas gravadoras e o THE STORM pode ter sido uma delas. Uma pena, pois com esse excelente "Sweet Surrender" a banda poderia ter uma trajetória de muito sucesso.
A nota um pouco penalizada é fruto das guitarras um pouco abaixo do nível dos demais instrumentos, da estranheza de se ouvir um disco gravado há 20 anos atrás e pelo fato das melhores faixas estarem presentes na demo, anteriormente produzida. No geral, o resultado é muito bom, como tentei mostrar. Infelizmente, resta aproveitar esse disco definitivo da banda que seria uma das principais daquelas lideradas por mulheres, mas que, misteriosamente nunca existiu, por assim dizer. Por fim, parabéns para a Retrospect Records que nos brinda com esse achado!
Integrantes:
Kristina Nichols – vocais principais
Karen Childs – teclados
Joe Palmeri – guitarras
Tad Dery – baixo
David Logeman – bateria e percussão
Faixas:
1. Leave Well Enough Alone
2. I'll Be Lovin You
3. Hold On
4. Keep This Love Alive
5. Sweet Surrender
6. Do You Wanna Know
7. Walk the Line
8. Broken
9. The Last Time
10. Someone to Love
Gravadora: Retrospect Records
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
A música do Pink Floyd que David Gilmour mais gostava de tocar ao vivo
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
O álbum de heavy metal preferido de Rob Halford, vocalista do Judas Priest
O hit do Nightwish com que Anette Olzon não concordava e virava as costas no palco
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
Soundgarden fará show do intervalo na abertura da temporada 2026/27 da NFL
Eluveitie, Soilwork e Kanonenfieber se apresentarão no Bangers Open Air 2027
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
Anette Olzon diz que gostaria de ser amiga dos integrantes do Nightwish
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A canção do Led Zeppelin que Geddy Lee usa para mostrar o talento de John Paul Jones
As músicas do Pink Floyd que David Gilmour não suporta, incluindo algumas que ele mesmo fez
O álbum do U2 que foi considerado o pior erro já cometido por eles, segundo Bono
O maior nome do Rock brasileiro, segundo Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



