Anonymous Hate: nas adversidades os seres humanos crescem
Resenha - Worldead - Anonymous Hate
Por Marcos Garcia
Postado em 24 de outubro de 2010
Definitivamente, o Metal é um estilo musical extremamente complexo, já que podemos ouvir bandas e bandas de países e estados onde dificilmente nossas mentes poderiam conceber a existência de uma cena, já que muitas vezes, a distância dos grandes centros torna as dificuldades ainda maiores do que são nas capitais. Mas estes fatores, vez por outra, acabam gerando bandas com muita originalidade, pois é nas adversidades que os seres humanos crescem.

E o ANONYMOUS HATE se encaixa perfeitamente neste perfil. Vindos de Macapa´, no Amapá, Norte do Brasil, este quinteto desfila um Death/Grind cheio de energia e garra, e em alguns pontos, inovador, como podemos perceber ao ouvir este Promo CD, que é uma amostra do que está por vir, já que o full deles em breve estará disponível.
'Worldead' foi gravado em Macapá e mixado em São Paulo, e contém três faixas de um verdadeiro cataclisma musical, já que a agressividade da música da banda não pode ser contida do CD. a qualidade da gravação é boa, mas poderia ser ainda melhor, e a arte, apesar de simples, representa bem o conceito que a banda usa, que é o mundo real que nos cerca com seus problemas.
Abrindo com 'Empire and Faith', uma faixa que começa extremamente veloz e com toques de SLAYER, para depois cadenciar à lá BENEDICTION, onde o vocalista Carlos Hausller esbanja categoria, sem usar o gutural batido, se atendo muito a um vocal mais rasgado, lembrando em certos momentos Pete Helmkampf (do finado ANGEL CORPSE), bem como o batera Alberto Martinez tem uma pegada pesada absurda e boa técnica, não sendo só mais um baterista à lá coelhinho de comercial de pilhas alcalinas. NA faixa-título 'Worldead', os guitarristas Fabrício Goés e Heliton Coêlho mostram ser uma dupla de guitarristas bem afiada, em bases ora rápidas, ora mais lentas e pesadas, e solos de Heliton não deixam ter ter certa dose de melodia, mas sem tirar a agressividade da banda. Fechando, 'Profanation' mantém o nível das primeiras, onde a cozinha de Alberto e do baixista Romeu Tetrus mostra um peso enorme nos momentos mais cadenciados, e os solo de Heliton mais uma vez mostra que ele realmente sabe tocar, numa escola à lá King/Hanneman.
O saldo é extremamente positivo, deixando um certo sabor de 'quero mais' no ar.
Esperamos ansioso por mais material da banda, e que eles possam em breve tocar nos grandes centros e ganhar renome, pois a banda promete e poderá em breve estar no nível de bandas como THE ORDHER, LACERATED AND CARBONIZED e COLDBLOOD.
Tracklist:
01 - Empire and Faith
02 - Worldead
03 - World Dead
Contatos:
http://www.myspace.com/anonymoushateap
[email protected]
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