Dio: em 1984 clássico quase tão grande quanto o antecessor
Resenha - Last In Line - Dio
Por Ives Leocelso
Postado em 30 de junho de 2010
Após o bem-sucedido "Holy Diver" (1983), o público esperava ansioso pelo próximo trabalho do mestre Ronnie James Dio. Será que manteria o nível do primeiro? E a resposta foi um estrondoso sim! "The Last In Line" se tornou um clássico quase tão grande quanto seu antecessor.
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O disco abre com "We Rock", um Heavy Metal agressivo e direto que se tornaria um hino, além de encerrar muitas das apresentações da banda. O feeling imposto pela voz de Dio casa perfeitamente com as levadas de bateria do extraordinário Vinny Appice. Logo em seguida, a faixa-títula começa como uma balada para enganar os desavisados pois logo o peso explode, com Dio urrando e os teclados de Claude Schnell (que foi o primeiro tecladista a ser membro oficial da banda) se unem à guitarra de Vivian Campbell para dar o tom do majestoso refrão. Dio soube como poucos usar os teclados para adicionar peso e atmosfera às músicas. "Breathless" é um excelente Heavy Rock que fica na cabeça do ouvinte por um bom tempo, com o baixo de Jimmy Bain marcando presença durante o refrão. A qualidade técnica dessa formação do Dio é indiscutível. "I Speed At Night" é talvez a música mais rápida do album, com um solo furioso, e é seguida por "One Night In The City", uma ótima composição, que fica ainda melhor ao vivo, como pode ser conferido no DVD "Holy Diver – Live" (2006). "Evil Eyes" fez parte do lado B do single de "Holy Diver" e foi pensada para fazer parte daquele álbum. Apesar do título fazer referência ao mau-olhado que, segundo a crença, seria colocado ou retirado ao se fazer o sinal dos chifres do demônio (gesto característico de Dio que se tornou símbolo de Heavy Metal), Dio disse em entrevista que a alusão não foi intencional. "Mistery" pode ser considerada a balada do álbum, e foi o single que melhor posição alcançou nos mercados norte-americano e britânico (foram três ao todo: "The Last In Line", "We Rock" e "Mistery"). "Eat Your Heart Out" é mais uma boa composição, com um belo solo. E para encerrar com perfeição, "Egypt (The Chains Are On)", que considero uma das melhores músicas da frutífera carreira de Ronnie James Dio. A música começa com efeitos sonoros de teclado e um clima de mistério, então irrompe um riff lento e pesado e Dio põe a alma na voz e vai contanto uma história de escravidão e terror da forma sombria e cativante como só ele sabia fazer. "Egypt" não faz vergonha se colocada ao lado de clássicos como "Heaven & Hell" e "Holy Diver". O vocalista dá um show de performance, leva o ouvinte a um lugar místico e a banda o apóia na jornada. Simplesmente incrível! Vale mencionar que a consagrada vocalista Doro Pesch fez uma versão da mesma para o álbum "Holy Dio: Tribute to Ronnie James Dio" (2000) que ficou simplesmente matadora!
A turnê do álbum foi um sucesso, tendo várias apresentações sold-out e sempre um número de milhares de pessoas a cada apresentação e a banda dividiu os palcos com o Twisted Sister, Queensryche e Dokken.
Infelizmente, o amado Ronnie James Dio não se encontra mais entre nós, vítima do câncer de estômago contra o qual lutou por cerca de seis meses. Sempre citado como um gentleman, e uma pessoa simples e carismática, Dio será sempre lembrado por sua música, que inspirou e inspira milhares de pessoas em todo o mundo.
Adeus, Dio! E obrigado!
1. We Rock
2. The Last In Line
3. Breathless
4. I Speed At Night
5. One Night In The City
6. Evil Eyes
7. Mystery
8. Eat Your Heart Out
9. Egypt (The Chains Are On)
Ronnie James Dio – Vocais
Vivian Campbell – Guitarra
Jimmy Bain – Baixo
Claude Schnell - Teclado
Vinny Appice – Bateria
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