Herege: execução brilhante com ótimas composições
Resenha - Herege - Herege
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 25 de fevereiro de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O grupo gaúcho Herege, formado na cidade de Cruz Alta, chega ao seu primeiro disco e surpreeende. Surpreende porque o que se ouve em suas dez faixas é um heavy metal executado com brilhantismo, com ótimas composições, muito bem construídas e repletas de inspiração.

O grupo já mostra a que veio na excelente "Last Day of the Fuhrer", que abre o play, após uma pequena introdução chamada "Blitzkrieg", revelando as características de seu som: linhas vocais carismáticas, duetos de guitarra na melhor tradição da New Wave of British Heavy Metal e uma cozinha bastante agressiva, com alguns elementos de estilos mais extremos, como o thrash metal. Além disso, cai muito bem aos ouvidos escutar a narrativa dos últimos momentos de Adolf Hitler devidamente amparada por uma pesadíssima parede sonora que nos transporta para as trincheiras da 2a Guerra Mundial.
Impressiona como Dennis Lima (vocal), Dalton Castro (guitarra), Rodrigo Dantas (baixo) e Maurício Velasco (bateria), além de ótimos instrumentistas, souberam pegar elementos consagrados e tão ilustrativos do heavy metal, como as introduções acústicas e climáticas, as melodias das guitarras gêmeas, os vocais que se alternam entre falsetes e momentos mais agressivos, a bateria repleta de viradas e inúmeros outros, e os unir em uma sonoridade própria, cativante e repleta de energia.
"Congress Cellars" empolga qualquer headbanger veterano com suas passagens totalmente oitentistas; "Warfare" tem guitarras pra lá de pesadas, que aproximam o som do grupo do já citado thrash; os riffs incendiários de "Turn Off the TV", além de excelentes, com certeza devem ser um dos momentos altos nos shows do quarteto; a épica "Plastic Flowers", com mais de nove minutos de duração, não fica devendo NADA, NADA MESMO, a nomes consagrados e muito mais badalados da música pesada, e chega a ter ecos de Judas Priest, como se a clássica "Beyond the Realms of Death" tivesse sido gravada por uma banda nascida em meados da década de noventa.
A parte final do álbum ainda entrega três ótimas composições. A cadenciada "Free Yourself" conta com excelentes guitarras, provavelmente as mais pesadas de todo o disco, e linhas vocais criativas, que a colocam em um nível superior. Um baixo repleto de efeitos dá início à "Limit", outra em que o grupo aposta em um andamento mais cadenciado e em generosas doses de peso, resultando em heavy metal que, mesmo calcado firmemente nas raízes do estilo, soa atual e, mais importante do que tudo, extremamente sólido. O disco fecha com "The Letter", uma pedrada onde o grande destaque são os vocais de Dennis Lima.
Gravado em Caxias do Sul, nos estúdios NitroSS com produção de Roger Fingle e da própria banda, "Herege", o disco, mostra que o quarteto gaúcho tem potencial para ir muito, muito além. Seus integrantes possuem grande talento, tem ótimas referências e, acima de tudo, sabem como usá-las para criar um som com identidade própria e extremamente empolgante. O Herege é uma banda competente, que demonstra grande entrega e paixão pela música pesada, características essas que ficam explícitas nessa sua estréia.
O único ponto negativo do trabalho, se é que posso chamar assim, é que ele marca a saída do ótimo vocalista Dennis Lima, que já foi substituído por Alex Finckler. Além disso, a banda conta agora com dois guitarristas, com a adição do argentino Nestor Rodriguez. Espero que esse novo line-up mantenha o excelente nível apresentado nesse debut, que abre os olhos da nação headbanger para o grupo e os credencia, sem dúvida alguma, como uma das grandes promessas do heavy metal nacional.
Boa sorte, vocês estão no caminho certo!
Faixas:
1. Blitzkrieg - 2:03
2. Last Day of the Fuhrer - 5:24
3. Bear Versus Eagle - 3:27
4. Congress Cellars - 6:24
5. Warfare - 5:13
6. Turn Off the TV - 6:26
7. Plastic Flowers - 9:07
8. Free Yourself - 4:10
9. Limit - 4:29
10. The Letter - 5:19
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
Iron Maiden se manifesta sobre apagão em show de Paris
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O incrível músico que o Black Sabbath pensou em chamar, mas Ozzy Osbourne rejeitou a ideia
A condição que Roberto Carlos estabeleceu para aceitar gravar músicas de Raul Seixas


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



