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Herege: execução brilhante com ótimas composições

Resenha - Herege - Herege

Por
Fonte: Collector's Room
Postado em 25 de fevereiro de 2009

Nota: 8 starstarstarstarstarstarstarstar

O grupo gaúcho Herege, formado na cidade de Cruz Alta, chega ao seu primeiro disco e surpreeende. Surpreende porque o que se ouve em suas dez faixas é um heavy metal executado com brilhantismo, com ótimas composições, muito bem construídas e repletas de inspiração.

O grupo já mostra a que veio na excelente "Last Day of the Fuhrer", que abre o play, após uma pequena introdução chamada "Blitzkrieg", revelando as características de seu som: linhas vocais carismáticas, duetos de guitarra na melhor tradição da New Wave of British Heavy Metal e uma cozinha bastante agressiva, com alguns elementos de estilos mais extremos, como o thrash metal. Além disso, cai muito bem aos ouvidos escutar a narrativa dos últimos momentos de Adolf Hitler devidamente amparada por uma pesadíssima parede sonora que nos transporta para as trincheiras da 2a Guerra Mundial.

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Impressiona como Dennis Lima (vocal), Dalton Castro (guitarra), Rodrigo Dantas (baixo) e Maurício Velasco (bateria), além de ótimos instrumentistas, souberam pegar elementos consagrados e tão ilustrativos do heavy metal, como as introduções acústicas e climáticas, as melodias das guitarras gêmeas, os vocais que se alternam entre falsetes e momentos mais agressivos, a bateria repleta de viradas e inúmeros outros, e os unir em uma sonoridade própria, cativante e repleta de energia.

"Congress Cellars" empolga qualquer headbanger veterano com suas passagens totalmente oitentistas; "Warfare" tem guitarras pra lá de pesadas, que aproximam o som do grupo do já citado thrash; os riffs incendiários de "Turn Off the TV", além de excelentes, com certeza devem ser um dos momentos altos nos shows do quarteto; a épica "Plastic Flowers", com mais de nove minutos de duração, não fica devendo NADA, NADA MESMO, a nomes consagrados e muito mais badalados da música pesada, e chega a ter ecos de Judas Priest, como se a clássica "Beyond the Realms of Death" tivesse sido gravada por uma banda nascida em meados da década de noventa.

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A parte final do álbum ainda entrega três ótimas composições. A cadenciada "Free Yourself" conta com excelentes guitarras, provavelmente as mais pesadas de todo o disco, e linhas vocais criativas, que a colocam em um nível superior. Um baixo repleto de efeitos dá início à "Limit", outra em que o grupo aposta em um andamento mais cadenciado e em generosas doses de peso, resultando em heavy metal que, mesmo calcado firmemente nas raízes do estilo, soa atual e, mais importante do que tudo, extremamente sólido. O disco fecha com "The Letter", uma pedrada onde o grande destaque são os vocais de Dennis Lima.

Gravado em Caxias do Sul, nos estúdios NitroSS com produção de Roger Fingle e da própria banda, "Herege", o disco, mostra que o quarteto gaúcho tem potencial para ir muito, muito além. Seus integrantes possuem grande talento, tem ótimas referências e, acima de tudo, sabem como usá-las para criar um som com identidade própria e extremamente empolgante. O Herege é uma banda competente, que demonstra grande entrega e paixão pela música pesada, características essas que ficam explícitas nessa sua estréia.

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O único ponto negativo do trabalho, se é que posso chamar assim, é que ele marca a saída do ótimo vocalista Dennis Lima, que já foi substituído por Alex Finckler. Além disso, a banda conta agora com dois guitarristas, com a adição do argentino Nestor Rodriguez. Espero que esse novo line-up mantenha o excelente nível apresentado nesse debut, que abre os olhos da nação headbanger para o grupo e os credencia, sem dúvida alguma, como uma das grandes promessas do heavy metal nacional.

Boa sorte, vocês estão no caminho certo!

Faixas:
1. Blitzkrieg - 2:03
2. Last Day of the Fuhrer - 5:24
3. Bear Versus Eagle - 3:27
4. Congress Cellars - 6:24
5. Warfare - 5:13
6. Turn Off the TV - 6:26
7. Plastic Flowers - 9:07
8. Free Yourself - 4:10
9. Limit - 4:29
10. The Letter - 5:19

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.
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