Headhunter: novo (e bom) CD lançado após 14 anos

Resenha - Parasite of Society - Headhunter

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Por Fernão Silveira
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Depois de ressuscitar o grande DESTRUCTION, entre a segunda metade dos anos 90 e a primeira metade dos 2000, o baixista e vocalista Schmier teve a oportunidade de voltar a um projeto paralelo promissor: o HEADHUNTER, que está com trabalho novo na praça após 14 anos de silêncio. "Parasite of Society" é o nome do quarto álbum deste verdadeiro power trio do thrash metal alemão, que conta ainda com o guitarrista Schmuddel (TALON) e o renomado baterista Jörg Michael (STRATOVARIUS, SAXON, GRAVE DIGGER e RAGE, entre outras bandas de peso).
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Depois da primeira – e marcante – passagem pelo DESTRUCTION, durante os anos 80, Schmier se juntou a Schmuddel e Michael para começar a escrever a história do HEADHUNTER. A primeira parte desta saga rendeu três álbuns ao mundo do thrash: "Parody of Life" (1990), "A Bizarre Gardening Accident" (1992) e "Rebirth" (1994). Mas o DESTRUCTION decidiu promover um grande retorno, exigindo foco total de Schmier - o que esfriou a cabeça do HEADHUNTER por quase uma década.

2007 foi o ano do reencontro para o trio alemão, que relançou seus três primeiros trabalhos pelo selo AFM Records e ainda partiu para a gravação de um novo disco – justamente "Parasite of Society", lançado em maio de 2008. Para coroar a reunião em definitivo, o HEADHUNTER ainda foi convidado a integrar o seleto cast do Wacken, um dos principais festivais de heavy metal no mundo.

É preciso dizer que a categoria dos caras justifica a grandiosidade deste retorno e toda a ansiedade dos fãs por um novo trabalho do HEADHUNTER. "Parasite of Society" é um redondíssimo álbum de thrash metal europeu, com grande equilíbrio entre técnica e porradaria. Schmier tem a oportunidade de refinar um pouco mais os seus vocais, o que já é uma diferença em relação aos trabalhos com o DESTRUCTION (bem mais agressivos e menos elaborados). Schmuddel confirma ser um guitarrista de mão cheia, com bons riffs e solos na medida. Já Jörg Michael dispensa maiores elogios, pois sua experiência e seu currículo falam sozinhos.

O fato é que o trio não perdeu o entrosamento, mesmo com tantos anos de separação. Músicas como "Silverskull", "Read My Lips" e "The Calling" obrigam o ouvinte a um headbanging furioso. "Backs to the Wall", por sua vez, nos presenteia com um drum n' bass contagiante e um refrão que não sai da cabeça – se é que isso é possível, nesta música há um perfeito encontro entre o melhor de MEGADETH e ACCEPT. Também não se pode deixar de citar o cover "18 & Life", clássico do SKID ROW: fica fácil presumir que Sebastian Bach deve ter gostado muito de ouvir o hino eternizado em sua voz com uma roupagem mais moderna e agressiva.

Muitos fatores conspiram para que "Parasite of Society" seja um grande disco, incluindo o trabalho gráfico apresentado no encarte. A arte de Gyula Havancsák contribui de forma expressiva para criar o clima sombrio desejado pelo HEADHUNTER neste novo álbum. Mais uma bola dentro!

Após conhecerem este novo trabalho de Schmier e seus colegas, mesmo os fãs do DESTRUCTION vão torcer para que o HEADHUNTER tenha uma vida mais longa e igualmente produtiva neste "segundo tempo". Fica a esperança de que mais cabeças rolem com o som do power trio.

"Parasite of Society" – HEADHUNTER

1 - 3rd Man Introduction
2 - Parasite Of Society
3 - Silverskull
4 – Remission (Road of a Thousand Cries)
5 - Doomsday For The Prayer
6 - 18 & Life
7 - Read My Lips
8 - Backs To The Wall
9 - Egomaniac
10 - The Calling
11 – Paybacktime

Gravadoras: Laser Company/Rock Brigade Records (nacional)

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Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

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