Pedra: comprar discos virou hábito de gente antiquada?
Resenha - II - Pedra
Por Ricardo Seelig
Postado em 22 de setembro de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que fazer em um tempo onde comprar discos virou um hábito de gente antiquada, que não vê graça em ficar baixando tudo no computador? Ou, se preferirem, posso tornar a pergunta mais direta: como convencer o ouvinte de música atual, que tem tudo de graça na internet, a comprar um CD original para a sua coleção?

Essa é uma pergunta difícil e que possui várias respostas. A banda Pedra produziu uma das melhores. "II", segundo disco do grupo, foi disponibilizado no site oficial dos caras antes de seu lançamento oficial, em MP3 de alta qualidade (320 kbps) e na íntegra. Depois disso, o segundo passo foi lançar o álbum em uma mídia física, e o CD, ao invés de chegar ao mercado na embalagem padrão, veio repleto de criatividade, embalado em uma revista em quadrinhos muito interessante e original. Ou seja, um atrativo e tanto para que quem gostasse das músicas que baixou gratuitamente na net comprasse o álbum original.
É claro que toda essa estratégia seria inócua se não viesse acompanhada de música de excelente qualidade, e, nesse aspecto, o disco é impecável. O Pedra consegue um feito raro, que é unir as influências setentistas de seus integrantes (Deep Purple, Rainbow e o filé do hard produzido naquela década) a composições que soam acessíveis a ouvidos não tão habituados àquela sonoridade. Resumindo: a sede de fazer uma "sonzeira" não torna a música do Pedra restrita a apenas um nicho musical, muito pelo contrário.
Exemplos disso não faltam. "Filme de Terror" abre o play em grande estilo, e é impressionante como essa regravação de uma composição original de Sérgio Sampaio soa atual e antenada com a realidade das grandes cidades brasileiras. A suingada "Rock´n´Não" é um desabafo sobre a falta de espaço do rock na mídia brasileira, enquanto a linda balada "Longe do Chão" é uma das mais belas composições já gravadas pelo grupo. Com uma letra que derrama paixão e bate forte em qualquer pessoa que já viveu um grande amor, transporta o ouvinte em uma viagem profunda em busca de seus sentimentos.
Ótimas e cativantes composições não faltam no disco. A lenta "Projeções" coloca em um mesmo arranjo a clássica sonoridade setentista do rock inglês e americano com leves pitadas da psicodelia nordestina brasileira daquela década. "Megalópole" é um ótima instrumental que prende o ouvinte até o seu final. A radiofônica "Nossos Dias" está pronta para virar hit instantâneo. "Jefferson Messias" é uma odisséia deliciosa repleta de groove, com letra escrita em parceria com Cézar de Mercês, ex-Terço. E, uma após a outra, excelentes canções marcam o álbum, até o seu fechamento com a belíssima "Meu Mundo é Seu", levada ao violão por Rodrigo Hid e dona de um arranjo que arrepia até os mais durões.
Outro fator que chama a atenção em "II" é o fato de a maioria das letras falarem de um final de relacionamento e recomeço de uma nova vida, o que dá uma característica ainda mais sentimental ao disco.
Mais um excelente trabalho dessa grande banda paulista, que veio para ficar. Para mim, o melhor álbum lançado por uma banda brasileira esse ano, e com sobras.
Faixas:
1. Filme de Terror
2. Rock´n´Não
3. Longe do Chão
4. Tô Indo a Mil
5. Projeções
6. Megalópole
7. Nossos Dias
8. Se Você For a Fim
9. Jefferson Messias
10. Saiu de Férias
11. Letras Miúdas
12. Meu Mundo é Seu
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de Bonnie Tyler que foi "reconstruída" e virou hino do Bon Jovi
O maior guitarrista da história para Eddie Van Halen e Slash; "meu grande herói"
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Adrian Smith já "cobrou" Steve Harris por usar equipamento em show do Iron Maiden
Tarja Turunen relata plano para destruí-la depois da saída do Nightwish
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
Blaze Bayley revela seu grande sonho com Bruce Dickinson
5 hits que quando tocam no show todo fã de rock vai pegar cerveja ou ir ao banheiro
Anthrax lança "The Edge of Perfection", apontada por Scott Ian como a maior música da banda
A canção dos Ramones que virou um dos maiores hinos do punk
O riff mais tocado na maior loja de guitarra do mundo: "Antes era Stairway to Heaven"
Jeff Young aceitaria participar da tour de despedida do Megadeth? O próprio responde
Como a música ajudou Tarja Turunen a se reerguer depois de um AVC
O guitarrista que fez Ian Anderson desistir da guitarra e escolher a flauta
Voz de Paul Di'Anno era "carismática", segundo Bruce Dickinson
A obra-prima do Deep Purple que Ritchie Blackmore disse que foi arruinada por Ian Gillan
Quando Humberto Gessinger não entendeu análise de Jota Quest sobre "Terra de Gigantes"
Geddy Lee, do Rush, elege o melhor baixista do planeta; "um talento incrível"
Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



