Napalm Death: ainda mais furioso após 12 álbuns

Resenha - Smear Campaign - Napalm Death

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


É simplesmente incrível o que estes caras fazem, disco após disco. O Napalm Death já apresentou 11 álbuns ao mundo do Grindcore/Death Metal, subiu ao topo do estilo, mas nunca perdeu o fôlego, principalmente com os lançamentos deste século. Prova disto foi o último deles, o 12º, intitulado "Smear Campaign" e lançado em setembro de 2006. Se a fúria já atingia níveis gigantes em "The Code is Red...Long Live the Code", de 2005, o quarteto se mostra ainda mais furioso aqui.
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Aquela velha comparação do vinho vale mais uma vez. Sim, a idade fez bem a Mark "Barney" Greenway (vocal), Shane Embury (baixo), Mitch Harris (guitarra) e Danny Herrera (bateria). O quarteto está muito afiado no instrumental e Barney espalha sua violência por meio de seus guturais e gritos impressionantes. Tanta experiência só trouxe bons ares, tanto na execução do estilo que os fez famosos, quanto na possibilidade de experimentar um pouco, e com sucesso.

Após a intro sombria "Weltschmerz", para o ouvinte já entrar no clima, a porrada é desenfreada em "Sink Fast Let Go": riffs velozes, podreira e os guturais e berros agudos de Barney fazem a trilha sonora infernal. A produção de Russ Russell é na medida, tudo é bem audível, mas não de um jeito cristalino e que banalize a destruição, que segue em "Fatalist" e "Puritanical Punishment Beating". O ritmo é alucinante e o peso é um dos maiores na carreira. Destacam-se ao longo das 16 faixas o groove e as palhetadas de "In Deference" – com uma boa participação de Anneke van Giersbergen (The Gathering) fazendo narrações -, e as levadas de baixo em "Shattered Existence", por exemplo. A cada faixa que passa, vem uma sensação do tipo "quando eu achava que tinha escutado a música mais brutal do disco, olha aí outra". Haja riffs, Mitch! Basta ouvir "Short-Lived", outro bom exemplo.

O Hardcore também sempre está presente, como em "Identity Crisis", e uma sucessão de curtos petardos encaminha o CD para o fim sem perder nunca a qualidade. Caso de "Warped Beyond Logic", "Persona Non Grata" e nas vociferações de Barney em "Rabid Wolves (For Christ)". Para fechar, a faixa-título "Smear Campaign" é a mais experimental do disco. Mais cadenciada, é grandiosa, tem corais e fecha o ciclo, já que tem o mesmo clima da intro inicial.

Mais uma porrada insana do Napalm Death, com a marca registrada de mais um clássico, em um disco bem acima da média e difícil de ser tirado do "repeat" após a primeira escutada. E que venha o próximo!

Track List:
1. "Weltschmerz" – 1:27
2. "Sink Fast, Let Go" – 3:22
3. "Fatalist" – 2:50
4. "Puritanical Punishment Beating" – 3:25
5. "When All Is Said and Done" – 3:00
6. "Freedom Is the Wage of Sin" – 3:08
7. "In Deference" – 3:13
8. "Short-Lived" – 3:05
9. "Identity Crisis" – 2:43
10. "Shattered Existence" – 3:10
11. "Eyes Right Out" – 3:13
12. "Warped Beyond Logic" – 1:59
13. "Rabid Wolves (For Christ)" – 1:23
14. "Deaf and Dumbstruck (Intelligent Design)" – 2:45
15. "Persona Non Grata" – 2:46
16. "Smear Campaign" – 2:47

Formação:
Mark "Barney" Greenway – vocal
Shane Embury – baixo
Mitch Harris – guitarra
Danny Herrera – bateria

Lançamento nacional – Hellion Records / Century Media

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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