Apocalypse: 72 minutos de música que não cansa

Resenha - Live in Rio - Apocalypse

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Chegando a um quarto de século e com muitas mudanças a cada novo passo, os gaúchos do Apocalypse não poderiam ter feito opção melhor do que lançar um ao vivo, comemorando sua longevidade. A banda, criada em 1983, em Caxias do Sul, escolheu Niterói, no Rio de Janeiro, para apresentar seu repertório e fazer seu segundo registro ao vivo – o primeiro é o "Live in USA", de 2001.
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Não bastasse toda esta experiência nas costas, o mais importante a se destacar é a bandeira do Rock Progressivo defendida por este quinteto – que já foi quarteto, mas acrescentou o vocalista Gustavo Demarchi, que "tomou" os microfones do antigo baixista Chico Casara, hoje substituído também por Magoo Wise. Completam a atual formação os membros fundadores Eloy Fritsch (teclados), Ruy Fritsch (guitarra) e Chico Fasoli (bateria), que dão vida a um estilo das antigas e que poucas vezes tem seu reconhecimento nos dias de hoje.

Este é o aspecto fundamental. Os 72 minutos de música poderiam cansar, demandar um tempo imenso, mas as composições são envolventes e o tempo passa num piscar de olhos com este "Live in Rio". Para completar a série de inovações e alterações, todas as faixas sofreram adaptações e uma roupagem muito boa com as letras em inglês e uma energia renovada dos cinco integrantes. Tudo sempre liderado pelo teclado de Eloy, que dá os contornos e climas às faixas, explorando muitas sonoridades e influências do Apocalypse, que passam por nomes como Pink Floyd, Gênesis, Marillion e Jethro Tull.

À la "Pulse", o começo é moroso (no bom sentido!), lento, com solos de guitarra e teclado. Tudo para resultar em "Cut", a antiga "Corta". O climão intimista dá lugar a uma verdadeira volta aos anos 70, no Prog capitaneado por Eloy e que ganha sempre uma dose altíssima de emoção na voz de Gustavo Demarchi. Uma das melhores vem a seguir, "South America", com grandes linhas de todos os instrumentos, incluindo aí duetos e "trietos". O baixo dá um peso maior à composição – do disco "Refúgio" (2003) – e o refrão bradado pelo vocalista gruda na cabeça.

No geral, todas as faixas são muito boas, como é o caso dos toques de Jazz e as flautas de Gustavo em "Refuge". "Waterfall of Golden Waters" apresenta momentos de pura beleza e ritmos e levadas bem quebradas, assim como "Magic". Já no fim do set, há tempo para o virtuoso medley "Comim From the Stars", em que todos os instrumentistas dão seus shows, e a mais acelerada "Peace in the Loneliness" (antiga "A Paz da Solidão") tem tempo até para uma passagem do "Bolero", de Ravel, e uma homenagem ao antigo formato das músicas, com a galera cantando em português.

Em 72 minutos, um show de atitude, apostando em uma vertente do Rock quem tem bastante preconceito e que é pouco comum no século 21. E o Apocalypse mostra não ter medo e, por outro lado, esbanja muita personalidade em seu som, um misto de anos 70 com modernidade. "Live in Rio", que também está disponível em DVD, foi uma boa aposta para mostrar suas novas versões e dar um aperitivo do direcionamento da banda daqui para frente. Em breve, o novo disco deve estar pintando. Vale aguardar.

Track List:
1. Cut
2. South America
3. Refuge
4. Mirage
5. Blue Earth
6. Magic
7. Waterfall Of Golden Waters
8. Tears
9. Time Traveller
10. Coming From The Stars (medley: com Limites de Vento, Fantasia Mística, Último Horizonte, Notre Dame)
11. Peace In The Loneliness

Formação:
Gustavo Demarchi – vocal e flauta
Eloy Fritsch – teclados
Ruy Fritsch – guitarra
Magoo Wise – baixo
Chico Fasoli – bateria

Lançamento nacional – Rock Symphony

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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