Dragonheart: coletânea explora os 10 anos da banda
Resenha - When the Dragons are Kings: The First Ten Years - Dragonheart
Por Clóvis Eduardo
Postado em 16 de maio de 2008
Nota: 8 ![]()
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Após dez anos de estrada, os paranaenses do Dragonheart passaram a integrar a seleta lista das bandas brasileiras que estão conquistando cada vez mais fãs, pela alta qualidade dos trabalhos já lançados. E para crescer ainda mais no cenário metálico nacional, e comemorar a primeira década de guerras e batalhas, uma coletânea recheada de novidades é colocada no mercado.

"When the Dragons are Kings: The First Ten Years" tem de tudo que o fã do bom Heavy Metal precisa. O CD duplo trás toda a visão fantasiosa de Marco Caporasso (guitarra e vocais), Maurício Taborda (baixo e vocais), André Mendes (guitarra e vocais) e Marcelo Caporasso (bateria), com versões melhoradas, ao vivo, e antiguidades como as registradas em CD demo nos primeiros anos de carreira, lá por 1998 e 1999.
Notaram como tem vocalista nesta banda? Pois acredite, esta é uma das melhores virtudes do grupo, que, pretensioso, faz com que todos os três assumam o microfone, seja cantando as estrofes ou fazendo coro aos refrões sempre para cima. Cada um possui uma característica diferente no gogó, o que garante uma mudança constante de uma canção para outra.
"Eyes of Hell" e The Blacksmith", duas das mais famosas composições do Dragonheart ganharam versões ao vivo. A primeira, uma verdadeira pedrada, foi gravada no Curitiba Master Hall, popular casa de shows de Curitiba. Já a segunda estremeceu o Brasil Metal Union (BMU) de 2002, onde o Dragonheart foi uma das bandas mais comemoradas.
E são nestas versões ao vivo que sentimos qual a força da banda curitibana no cenário nacional. Inspirados em grandes nomes do Heavy Metal, o grupo se concentra nas letras estilo guerreiros e dragões, mas sem se tornar um clichê, por jogar para longe as passagens enjoativas do gênero. É peso na certa, com bumbos fortes, guitarras estridentes e refrões cada vez mais encorajadores.
O segundo disco trás toda uma remixagem de "Underdark". São mais 11 canções com uma nova roupagem, e ainda mais pesadas. Inclusive, a banda não deixou de lado as letras, e a menção ao ex-membro do grupo, o guitarrista Eduardo Marques, que também cantava e tocava guitarra até o ano 2002, antes de ser substituído por André Mendes que permanece até a atualidade.
Por essas e outras é que vale a pena conferir esta coletânea. Mais do que um simples registro da passagem dos 10 anos do Dragonheart, os dois discos são muito bons e bem estruturados, tanto nas letras, como nas composições. Só resta esperar agora, um próximo álbum com inéditas.
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