Hargos: pouca estrada mas potencial de sobra
Resenha - Shadows Of Violence - Hargos
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 22 de fevereiro de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Aqui temos um nome com pouco tempo de estrada, mas com potencial de sobra para ser mais uma das referências no underground brasileiro. Formado em Minas Gerais no ano de 2004, o Hargos apresenta muitas idéias que, se não são novas, conquistam pela maneira como são apresentadas em "Shadows Of Violence", um incrível disco de Heavy Metal moderno e dificílimo de ser encaixado em algum subgênero específico.

Muito de seu cerne é composto pelo Thrash Metal, mas a forma como são exploradas as mudanças de andamento, variação de linhas vocais e, principalmente, o inteligente uso dos teclados, torna tudo tão denso, atormentador e com tal riqueza de detalhes que impressiona mesmo. E o melhor de tudo é que o Hargos não se perde nestas experimentações todas... Os mineiros provam que sabem o que querem ao deixar tudo devidamente amarrado, garantindo a importante homogeneidade que define qualquer banda.
Destaques? Praticamente todas as 10 faixas, há muita coisa boa por aqui... "Hero Betrayed" e "Carnage" são exemplos da boa variação rítmica e vozes muito bem trabalhadas; "The Beginning" prima por emocionantes vocalizações grudentas; ou ainda os verdadeiros arrasa-quarteirões "Tsunami" (que guitarras!!!) e "Chaotic City".
O Hargos não se escora somente no lado mais agressivo da música, tanto que "Silent Angel" é a típica balada metálica que vai crescendo aos poucos, onde o vocalista Breno divide as vozes com a convidada Isabela Santos num dos momentos mais bonitos do disco. E, falando em participações, o álbum também conta com a voz de Wallace Parreiras (Eminence) e o conceituado Marcus Viana, que toca violino elétrico em "Baghdad" e "Silent Angel".
Com uma produção irretocável de Stanley Soares (veterano que já trabalhou com Motorhead e Sepultura), "Shadows Of Violence" é mais uma amostra da criatividade brasileira ao moldar, com paixão e fúria, sonoridades já clássicas do Heavy Metal em algo bastante particular. Com certeza um dos grandes discos nacionais de 2007. Confira e tire suas conclusões!
Formação:
Breno Lorenzo - voz
Reinaldo Alves - guitarra
Vinicius Ligano - baixo
Victor Munhoz - teclados
Helder Nenen - bateria
Hargos - Shadows Of Violence
(2007 / Die Hard Records – nacional)
01. Dream Of Liberty
02. Hero Betrayed
03. Tsunami
04. Carnage
05. The Beginning
06. Baghdad
07. Silent Angel
08. In Metal Town (Wake Up the Mountains)
09. Chaotic City
10. Born In Hell
Homepage: www.hargos.net
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A nojenta iguaria que cônsul em Taiwan ofereceu ao Angra e apenas Rafael Bittencourt comeu
Guitarrista do Arch Enemy diz que formação internacional é "pior ideia da história"
A banda que o lendário Jimi Hendrix chamou de "maior de todos os tempos"

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



