Sirenia: peso presente de forma mais acessível
Resenha - Nine Destinies And A Downfall - Sirenia
Por Ricardo Seelig
Postado em 03 de novembro de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Morten Veland, vocalista, guitarrista, líder e principal compositor do grupo norueguês Sirenia, é um homem que não tem medo do novo. Após fundar o Tristania em 1996, saiu da banda em 2000 por não encontrar espaço para desenvolver suas idéias dentro de sua própria banda. Montou o Sirenia, lançou dois bons álbuns ("At Sixes And Sevens" em 2002 e "An Elixir For Existence" em 2004), e agora surpreende mais uma vez.
Sirenia - Mais Novidades
"Nine Destinies And A Downfall" apresenta um novo Sirenia para o público. No lugar de Henriette Bordvik, surge a excelente vocalista Monika Pedersen. Ao invés do som mais pesado dos dois primeiros discos, proliferam faixas mais acessíveis. Em vez de sua voz gutural, Morten, quando intervem, o faz com vocais limpos. Isso significa que o disco é ruim? Não, nem um pouco.
O bom gosto de Morten em suas composições é gritante. Coros grandiosos levam o som do Sirenia para outro nível. Melodias mais fáceis transformam as faixas em hits instantâneos (a maior prova disso é "My Mind´s Eye", que pode se transformar em um enorme sucesso se for bem trabalhada pela gravadora). O peso ainda está presente, é claro, mas agora de uma forma mais acessível.
Na minha opinião, a beleza do som do Sirenia está em traduzir, de forma competente, um estilo confinado a um nicho específico para um público muito maior. "Nine Destinies And A Downfall" faz isso com extrema competência.
É claro que Veland, percebendo a imensa oportunidade de mercado aberta por bandas como o Evanescence e o Nightwish (não estou comparando o som dos grupos, longe disso), decidiu seguir um caminho mais dócil com o Sirenia, buscando uma penetração maior junto aos fãs desses nomes. Como talento não lhe falta, alcançou no novo álbum um resultado que pode fazer com que o Sirenia cresça significativamente não só na cena metálica, mas até mesmo no mercado pop, dividindo apreciadores "comuns" (não somente headbangers) com o grupo de Tuomas Holopainen.
Destaques individuais merecem ser feitos às faixas "The Last Call", "Sundown" e "Glades Of Summer", que fecha o álbum e é a melhor faixa do disco. A produção cristalina, com os instrumentos soando magnificamente, é essencial para a força que o trabalho possui.
"Nine Destinies And A Downfall" traz um novo Sirenia ao público, uma banda que mantém a competência que sempre mostrou e que se revela pronta para dar o seu pulo do gato, figurando entre as maiores naquilo que faz.
Ouça o álbum e construa a sua própria opinião a respeito. A minha é que se trata do melhor trabalho da banda.
Faixas:
1. The Last Call
2. My Mind´s Eye
3. One By One
4. Sundown
5. Absent Without Leave
6. The Other Side
7. Seven Keys And Nine Doors
8. Downfall
9. Glades Of Summer
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
O conselho de Bruce Dickinson que ajudou Dave Mustaine na luta contra o câncer
"Crucificados Pelo Sistema", disco icônico do punk nacional, é relançado com bônus
Como Jeff Walker acabou se tornando vocalista principal do Carcass
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
Roger Waters explica por que considera que "Wish You Were Here" foi o último álbum do Pink Floyd
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Os melhores discos de rock e metal lançados em 1982, segundo a Louder
Ofertas com até 57% em discos de vinil, CDs, celulares e acessórios na Amazon
A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
A opinião de Renato Russo sobre o sucesso dos Mamonas Assassinas
O dia que guitarrista do Bon Jovi ficou intrigado com som dos Engenheiros do Hawaii
Greyson conta como Andreas chegou até ele e fez o pedido para tocar no Sepultura


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



