Eisbrecher: Heavy Metal Eletrônico? Tanz-Metal?

Resenha - Antikorper - Eisbrecher

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Existe na Europa uma cena muito forte envolvendo bandas que adicionam elementos eletrônicos à música pesada, trazendo influências industriais, góticas e do pop oitentista (principalmente o Depeche Mode), e que vem sendo classificada pela mídia como Heavy Metal Eletrônico, Tanz-Metal e outros rótulos meio sem sentido.
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No Brasil, esse tipo de som não tem pegado muito, apesar do esforço de gravadoras como a Hellion em lançar diversos nomes do estilo por aqui. O alemão Eisbrecher é um deles. Com dois álbuns na carreira (a estréia auto-intitulada em 2004 e “Antikorper” em 2006), o grupo, apesar de mostrar talento naquilo que se propõe a fazer, não deve conseguir muito sucesso em nosso país tropical, onde os headbangers tradicionalmente se mantém fechados a inovações no estilo.

O som do Eisbrecher pode ser definido como uma mistura entre o Rammstein e o Laibach, ainda que um pouco mais melódico e menos industrial que esses dois grupos. A sombra do Rammstein fica muito evidente na faixa “Ohne Dich”, que poderia figurar tranquilamente em qualquer trabalho do pioneiro grupo alemão. Isso faz com que o Eisbrecher goze de uma grande popularidade atualmente em sua terra natal e em países como a França (só para ter uma idéia, esse segundo álbum dos caras, “Antikorper”, alcançou a maior vendagem entre todos os lançamentos da gravadora AFM em terras francesas em 2006), onde o estilo é muito bem aceito pelo público.

A união entre o Heavy Metal, o industrial e o eletrônico promovida pelo Eisbrecher tem algumas características próprias. Como eu já falei antes, o som traz mais melodias que o Rammstein, unidas a riffs pesados de guitarra que são mais sombrios do que propriamente agressivos. Isso faz com que as músicas da banda tragam passagens mais atmosféricas, que devem agradar os apreciadores de estilos como o gótico, por exemplo.

Todo cantado em alemão, “Antikorper” não é um disco ruim, mas também está longe de apresentar o brilhantismo que sempre caracterizou o seu principal inspirador, o Rammstein. A banda possui potencial, isso é inegável, mas ainda tem uma longa estrada pela frente se quiser construir uma carreira própria, que saia da sombra de nomes mais famosos.

Se você curte Rammstein, pode comprar que vai gostar.

Faixas:
1. Der Anfang
2. Adrenalin
3. Leider
4. Antikorper
5. Entlassen
6. Ohne Dich
7. Phosphor
8. Kein Mitleid
9. Kinder Der Nacht
10. Vergissmeinnicht
11. Freisturz
12. Wie Tief?
13. Das Ende
14. Eiskalt Erwischt

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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