Eisbrecher: Heavy Metal Eletrônico? Tanz-Metal?
Resenha - Antikorper - Eisbrecher
Por Ricardo Seelig
Postado em 29 de outubro de 2007
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Existe na Europa uma cena muito forte envolvendo bandas que adicionam elementos eletrônicos à música pesada, trazendo influências industriais, góticas e do pop oitentista (principalmente o Depeche Mode), e que vem sendo classificada pela mídia como Heavy Metal Eletrônico, Tanz-Metal e outros rótulos meio sem sentido.

No Brasil, esse tipo de som não tem pegado muito, apesar do esforço de gravadoras como a Hellion em lançar diversos nomes do estilo por aqui. O alemão Eisbrecher é um deles. Com dois álbuns na carreira (a estréia auto-intitulada em 2004 e "Antikorper" em 2006), o grupo, apesar de mostrar talento naquilo que se propõe a fazer, não deve conseguir muito sucesso em nosso país tropical, onde os headbangers tradicionalmente se mantém fechados a inovações no estilo.
O som do Eisbrecher pode ser definido como uma mistura entre o Rammstein e o Laibach, ainda que um pouco mais melódico e menos industrial que esses dois grupos. A sombra do Rammstein fica muito evidente na faixa "Ohne Dich", que poderia figurar tranquilamente em qualquer trabalho do pioneiro grupo alemão. Isso faz com que o Eisbrecher goze de uma grande popularidade atualmente em sua terra natal e em países como a França (só para ter uma idéia, esse segundo álbum dos caras, "Antikorper", alcançou a maior vendagem entre todos os lançamentos da gravadora AFM em terras francesas em 2006), onde o estilo é muito bem aceito pelo público.
A união entre o Heavy Metal, o industrial e o eletrônico promovida pelo Eisbrecher tem algumas características próprias. Como eu já falei antes, o som traz mais melodias que o Rammstein, unidas a riffs pesados de guitarra que são mais sombrios do que propriamente agressivos. Isso faz com que as músicas da banda tragam passagens mais atmosféricas, que devem agradar os apreciadores de estilos como o gótico, por exemplo.
Todo cantado em alemão, "Antikorper" não é um disco ruim, mas também está longe de apresentar o brilhantismo que sempre caracterizou o seu principal inspirador, o Rammstein. A banda possui potencial, isso é inegável, mas ainda tem uma longa estrada pela frente se quiser construir uma carreira própria, que saia da sombra de nomes mais famosos.
Se você curte Rammstein, pode comprar que vai gostar.
Faixas:
1. Der Anfang
2. Adrenalin
3. Leider
4. Antikorper
5. Entlassen
6. Ohne Dich
7. Phosphor
8. Kein Mitleid
9. Kinder Der Nacht
10. Vergissmeinnicht
11. Freisturz
12. Wie Tief?
13. Das Ende
14. Eiskalt Erwischt
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
Falece Barry Mitchell, ex-baixista do Queen
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
Marcelo Adnet realmente ajudou a acabar com o rock no Brasil?
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Os melhores discos de rock e metal lançados em 1982, segundo a Louder
A opinião de Regis Tadeu sobre o show do Manowar em que fãs queimaram camisas
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
O guitarrista que Brian May achava ser louco e perigoso; "muito à frente de todos nós"
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
Roger Waters explica por que o Pink Floyd descartou participação de Paul McCartney no "Dark Side"
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
A paixão de dois músicos pelas mesmas mulheres que gerou um clássico nacional
Amigos, mas nem tanto: Flea e a sua curiosa relação com o baterista Chad Smith
As duas bandas do rock nacional que Humberto Gessinger criticou por falta de propósito


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



