Impellitteri: história consolidada na cena Metal

Resenha - Pedal to the Metal - Impellitteri

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

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Chris Impellitteri não chega a ser nenhum Satriani ou Malmsteen das guitarras, mas completando 20 anos de carreira, já se pode dizer que o estadounidense tem uma história consolidada na cena Metal. Com tudo isso, ele lançou em 2004 este último álbum, “Pedal To The Metal”, que chegou ao Brasil via Hellion Records. O destaque fica pelo peso e a modernidade do som que o Impellitteri apresenta neste play além da presença do novo vocalista, Curtis Skelton, após passagens de bons nomes como Rob Rock (Axel Rudi Pell, Avantasia) e Graham Bonnet (RAINBOW, MICHAEL SCHENKER GROUP, ALCATRAZZ) – este no penúltimo lançamento, “System X”.
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Mostrando um lado mais selvagem e pesado, o álbum começa bem em “The Iceman Cometh”, com direito até a um gutural para colocar o ouvinte nas alturas, assim como backing vocals bastante agressivos. Ao mesmo tempo, a voz de Skelton é grudenta, com um timbre muito bom, e a parte central da faixa lembra mais um reggae (mas sem exageros!).

O destaque obviamente são as guitarras, com uma produção que a privilegia nos momentos certos e só peca em alguns solos – tanto pelo timbre escolhido quanto pelo volume, altíssimo, que Chris frita seu instrumento. E se eles são virtuose pura, os riffs não abusam e são criativos, como na seguinte, “The Kingdom of Titus”. E tudo casando muito bem com a certeira cozinha formada por James Pulli no baixo e o tremendo batera Glen Sobel.

Outra boa investida são os vocais e numerosos jogos de vozes, ora com momentos sombrios, vide o começo de “Dance With The Devil”, e em outros momentos mais agudos, que mostram que a escolha por Skelton foi certeira. O álbum segue nessa mistura de Heavy e Hard Rock em “Hurricane”, com um refrão cativante e riffs que lembram Zakk Wylde, cheios de “barulheiras”. A velocidade vem com tudo na curtinha “Crushing Daze”, cheia de teclados e urros dignos de Thrash Metal.

Após “Destruction”, meio Malmsteen, e a virtuosa “Judgement”, com seus orgãos, tudo parece se encaminhar para um final sem muitas mudanças. Eis então que surge a bizarra “Punk”, que deve dividir os ouvintes. O clima “ame-ou-odeie” existe porque a faixa é uma grande mistura de gêneros. A letra é claramente uma ode ao metal, inclusive caçoando de nomes como Eminem e Jay-Z, com letras como:

“Heavy metal's back
It's about damn time
Heavy metal's back and it's here to stay
Cause rock n roll is American way”.

Ao mesmo tempo, isso é mostrado ao som de música de circo e um Heavy Metal misturado ao rap (o que logo lembra o que o Anthrax fez com maestria) cheio de vocais um tanto malucos. Com uns tantos exageros mas um resultado inusitado e divertido de Impellitteri e companhia, só o ouvinte pode decidir se a maluquice foi válida. Mas dá para prever que muitos vão torcer o nariz...

Encerrando os 36 minutos, que se mostram suficientes para as 10 faixas, vêm o Hard Rock oitentista de “Propaganda Mind” e o virtuosismo e a velocidade de “The Writings on the Wall”.

Ao fim, “Pedal to the Metal” não é nenhum clássico, mas se mostra um bom álbum na discografia do Impellitteri. E não só para quem gosta de guitarras. O porém fica apenas pelo encarte, muito fraco. Letras fora de ordem e a ilustração de um irreconhecível Derik Riggs, que não tinha mais nada a provar após criar Eddie, mascote do Iron Maiden, e capas como “Infinite”, do Stratovarius, mas que desta vez não acertou a mão. Para explicar melhor, a idéia até parece boa, mas mal executada. Como o que vale é a música, o defeito fica em segundo plano.

Track List (10 faixas, 36min):
1. The Iceman Cometh
2. The Kingdom Of Titus (Tribute)
3. Dance With The Devil
4. Hurricane
5. Crushing Daze
6. Destruction
7. Judgement Day
8. Punk
9. Propaganda Mind
10. The Writing's On The Wall

Formação:
Curtis Skelton - vocal
Chris Impellitteri - guitarra
James Amelio Pulli - baixo
Glen Sobel – bateria

Lançamento Hellion Records

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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