Xandria: esperando por um trabalho original

Resenha - India - Xandria

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Por Bruno Sanchez
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Não se deixe enganar. Apesar de ser vendido como gótico, no fundo o Xandria segue o manual de instruções da nova geração do ‘Metal Melódico’ (que não canta necessariamente sobre cavaleiros, espadas e afins), a não ser que você considere o Nightwish, ‘gótico’ e acredito que o leitor tenha inteligência suficiente para diferenciar os estilos.

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Após a boa receptividade aos álbuns ‘Kill The Sun’ (2003) e ‘Ravenheart’ (2004), os alemães se trancaram em estúdio durante 6 meses para a produção do disco mais introspectivo da carreira, pelo menos é o que disseram na época, o nosso ‘India’ em questão, de 2005.

O grande problema do Xandria e da maioria das novas bandas de ‘Melódico’, é cair no lugar comum e não trazer inovações ao gênero. Infelizmente, ‘India’ não foge à regra. Tudo o que você ouvirá, já foi feito antes por nomes como Blind Guardian, Helloween e Nightwish.

Peguemos por exemplo a faixa de abertura, a própria ‘India’ e me fale se ela não lembra descaradamente ‘Precious Jerusalem’ do Blind?

Imagine qualquer clichê do gênero e ele com certeza estará aqui. Baladinha com instrumentos medievais, por exemplo? Claro que tem. Aliás, outra mania do Xandria é a de pegar emprestado o Iron Maiden atual na estrutura das músicas. Manja aquele "começa lento com dedilhado, fica pesado e finaliza lento"? Praticamente todas as músicas do álbum seguem esta fórmula.

Para piorar, a capa do álbum e o encarte também não chamam a atenção: muito simples, sem gravuras e nenhum tipo de cuidado. Parece feito às pressas para o CD chegar logo às lojas. Uma pena, porque pelo menos neste ponto, as outras bandas do estilo capricham e sejamos honestos, os demais trabalhos do Xandria são bem mais competentes neste quesito também.

Todos são bons músicos, a produção do álbum é boa, as letras são interessantes, mas falta aquele tempero a mais, aquele diferencial que pode tornar a banda grande ou condenar de vez ao ostracismo.

Aliás, apenas fazendo um pequeno parêntese, nossa amiga Lisa Middelhauve não é feia, mas também está longe da beldade que tentam vender por aí. Em todo material promocional, lá está a vocalista com generosos decotes. Uma coisa é você ser - de fato - uma "sex symbol", o que pode ajudar no marketing (não preciso nem comentar a Cristina Scabbia do Lacuna Coil, certo?), outra bem diferente é tentar se passar por, provavelmente sob pressão da gravadora.

Entre altos e baixos, destaco apenas uma música: ‘In Love With The Darkness’. Essa sim, mais rápida, com uma bela linha de teclado e trabalho de voz de Lisa. De resto, fico esperando por um trabalho mais original.

Faixas:
1. India
2. Now & Forever
3. In Love with The Darkness
4. Fight Me
5. Black & Silver
6. Like A Rose on The Grave Of Love
7. Widescreen
8. The End of Every Story
9. Who We Are
10. Dancer
11. Winterhearted
12. Return to India


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Sobre Bruno Sanchez

Paulistano, 26 anos, Administrador de Empresas e amante de História. Bruno é colaborador do Whiplash! desde 2003, mas seus textos e resenhas já constavam na parte de usuários em 1998. Foi levado ao Rock e Metal pelos seus pais através de Beatles, Byrds e Animals. Com o tempo, descobriu o Metallica ainda nos anos 80 e sua vida nunca mais foi a mesma. Suas bandas preferidas são Beatles, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest, Slayer, Venom, Cream, Blind Guardian e Gamma Ray.

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