Dimmu Borgir: temática profana e típica da banda
Resenha - In Sorte Diaboli - Dimmu Borgir
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 17 de maio de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dimmu Borgir fez de seu sétimo álbum de estúdio, "In Sorte Diaboli", um dos mais aguardados registros do ano. É seu primeiro disco conceitual, com uma temática claramente profana e bem típica da banda, cuja estória é ambientada na Europa medieval, onde um assistente de padre passa a não se identificar mais com o cristianismo e, percebendo novas habilidades e possibilidades em sua existência, começa a percorrer o lado obscuro da fé. O magnífico trabalho gráfico é passível de várias interpretações, mas ainda retrata muito bem esta idéia toda.
Musicalmente, "In Sorte Diaboli" não possui todas as orquestrações de seu antecessor, "Death Cult Armageddon" (03), e segue novamente com alguma distância dos primórdios de sua carreira. Mesmo não agradando a todos, é inegável que todo este desenvolvimento resultou em um trabalho marcante por sua viagem épica, dramática e bombástica, como a estória proposta.
Algo sempre interessante na arte do Dimmu Borgir é a forma original como fundem sonoridades tão diferentes entre si ao longo das canções do CD. Um dos grandes destaques do álbum fica por conta da atuação do tecladista Mustis, responsável pelas partes sinfônicas – a introdução de "The Serpentine Offering" é o melhor exemplo de seu talento – e praticamente por todas as ocasiões mais melódicas, etéreas, enfim, realmente sensíveis, que se mostram tão bem amarradas com arranjos obscuros, malignos e brutais.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
E toda esta variação fica ainda mais reforçada pelo trabalho com as vozes. Shagrath é o demônio rosnador que todos já conhecem – a virulência escorre em "The Conspiracy Unfolds"! – enquanto o baixista Vortex continua impressionando com a elegância de sua ocasional voz limpa. Um ótimo contraste.
Com certeza a faixa que realmente se sobressai é a já citada "The Serpentine Offering", cujo clip anda rolando na net há tempos. Foi a escolha acertada para abrir o álbum em função de sua diversidade e impacto. Há momentos com mais melodias como em "The Sinister Awakening " ou bem pesados como "The Fundamental Alienation". Hellhammer, com suas batidas rápidas, mostra o motivo de ser tão requisitado para tocar com os mais diversos grupos, e sua melhor performance fica registrada em "The Chosen Legacy".
Estes monstros noruegueses amadureceram com o passar dos anos e não negam que visam o sucesso comercial (se bem que com essa mania de colocar gigantescas cruzes invertidas sobre o peito ficará meio difícil atingir plenamente este objetivo...), mas ainda trazem em seu DNA muito da preciosa herança do metal underground.
Black Metal ou não, com ou sem adeptos da velha escola do gênero, o fato é que "In Sorte Diaboli" é um dos grandes álbuns de música extrema (ou quase?) do ano, e tem tudo para agradar àqueles que curtiram seus últimos trabalhos.
Formação:
Shagrath - Voz
Silenoz - Guitarra
Galder - Guitarra
Vortex - Baixo
Mustis - Teclados
Hellhammer - Bateria
Dimmu Borgir - In Sorte Diaboli
(2007 - Nuclear Blast / Rock Brigade Records - nacional)
01. The Serpentine Offering
02. The Chosen Legacy
03. The Conspiracy Unfolds
04. The Sacrilegious Scorn
05. The Fallen Arises
06. The Sinister Awakening
07. The Fundamental Alienation
08. The Invaluable Darkness
09. The Foreshadowing Furnace
Homepage: www.dimmu-borgir.com
Outras resenhas de In Sorte Diaboli - Dimmu Borgir
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
O disco do Sepultura que explodiu as "regras do metal", segundo a Classic Rock
Como foi o primeiro show do Nightwish, segundo Tuomas Holopainen
Anika Nilles conta como aprendeu partes de Neil Peart para turnê com o Rush
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
A música do Judas Priest que foi gravada em 20 minutos, segundo Ian Hill
Tom Araya diz que Slayer acabaria se expusesse conflitos como o Metallica fez
Mikkey Dee conta como conheceu e passou a tocar com King Diamond
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O clássico dos Beatles que John Lennon queria ter cantado: "Paul McCartney não cantou bem"
A sugestão de mudança no som que guitarrista do Linkin Park propôs para aceitar retorno
Como Quincy Jones salvou um grande hit pop dos anos 80 de ter sido uma canção de Heavy Metal



Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Site governamental vaza a vinda do Kreator com Slayer para América do Sul
Dimmu Borgir lança seu novo disco, "Grand Serpent Rising"
Slayer e Dimmu Borgir juntos no Brasil? Site mexicano afirma que sim.
Os 20 melhores discos de heavy metal lançados em 1997, segundo a Louder Sound
