Dimmu Borgir: temática profana e típica da banda

Resenha - In Sorte Diaboli - Dimmu Borgir

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Por Ben Ami Scopinho
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Dimmu Borgir fez de seu sétimo álbum de estúdio, "In Sorte Diaboli", um dos mais aguardados registros do ano. É seu primeiro disco conceitual, com uma temática claramente profana e bem típica da banda, cuja estória é ambientada na Europa medieval, onde um assistente de padre passa a não se identificar mais com o cristianismo e, percebendo novas habilidades e possibilidades em sua existência, começa a percorrer o lado obscuro da fé. O magnífico trabalho gráfico é passível de várias interpretações, mas ainda retrata muito bem esta idéia toda.

Musicalmente, "In Sorte Diaboli" não possui todas as orquestrações de seu antecessor, "Death Cult Armageddon" (03), e segue novamente com alguma distância dos primórdios de sua carreira. Mesmo não agradando a todos, é inegável que todo este desenvolvimento resultou em um trabalho marcante por sua viagem épica, dramática e bombástica, como a estória proposta.

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Algo sempre interessante na arte do Dimmu Borgir é a forma original como fundem sonoridades tão diferentes entre si ao longo das canções do CD. Um dos grandes destaques do álbum fica por conta da atuação do tecladista Mustis, responsável pelas partes sinfônicas – a introdução de "The Serpentine Offering" é o melhor exemplo de seu talento – e praticamente por todas as ocasiões mais melódicas, etéreas, enfim, realmente sensíveis, que se mostram tão bem amarradas com arranjos obscuros, malignos e brutais.

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E toda esta variação fica ainda mais reforçada pelo trabalho com as vozes. Shagrath é o demônio rosnador que todos já conhecem – a virulência escorre em "The Conspiracy Unfolds"! – enquanto o baixista Vortex continua impressionando com a elegância de sua ocasional voz limpa. Um ótimo contraste.

Com certeza a faixa que realmente se sobressai é a já citada "The Serpentine Offering", cujo clip anda rolando na net há tempos. Foi a escolha acertada para abrir o álbum em função de sua diversidade e impacto. Há momentos com mais melodias como em "The Sinister Awakening " ou bem pesados como "The Fundamental Alienation". Hellhammer, com suas batidas rápidas, mostra o motivo de ser tão requisitado para tocar com os mais diversos grupos, e sua melhor performance fica registrada em "The Chosen Legacy".

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Estes monstros noruegueses amadureceram com o passar dos anos e não negam que visam o sucesso comercial (se bem que com essa mania de colocar gigantescas cruzes invertidas sobre o peito ficará meio difícil atingir plenamente este objetivo...), mas ainda trazem em seu DNA muito da preciosa herança do metal underground.

Black Metal ou não, com ou sem adeptos da velha escola do gênero, o fato é que "In Sorte Diaboli" é um dos grandes álbuns de música extrema (ou quase?) do ano, e tem tudo para agradar àqueles que curtiram seus últimos trabalhos.

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Formação:
Shagrath - Voz
Silenoz - Guitarra
Galder - Guitarra
Vortex - Baixo
Mustis - Teclados
Hellhammer - Bateria

Dimmu Borgir - In Sorte Diaboli
(2007 - Nuclear Blast / Rock Brigade Records - nacional)

01. The Serpentine Offering
02. The Chosen Legacy
03. The Conspiracy Unfolds
04. The Sacrilegious Scorn
05. The Fallen Arises
06. The Sinister Awakening
07. The Fundamental Alienation
08. The Invaluable Darkness
09. The Foreshadowing Furnace

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Homepage: www.dimmu-borgir.com


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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