Dimmu Borgir: Um pouco menos sinfônico e mais ríspido
Resenha - In Sorte Diaboli - Dimmu Borgir
Por Vitor Sobreira
Postado em 12 de setembro de 2017
Em abril de 2007, foi lançado via Nuclear Blast, o sétimo álbum dos noruegueses do Dimmu Borgir, que trouxe como novidades, o lendário baterista Hellhammer (Mayhem e muitas outras bandas), e uma musicalidade mais uma vez surpreendente, mas com algumas doses de Death Metal e uma discreta enxugada nos teclados e orquestrações.
A capa, a mais "polêmica" de todas na discografia, em alguns países foi censurada, e precisou ser alterada com o logo da banda cobrindo razoavelmente os fartos seios de um Baphomet bem infernal. Além desse pormenor, é fato, que em 2007, mantinham o status de um dos grupos de Metal com maior reconhecimento mundial, e por isso, muitos aguardaram ansiosamente pela liberação deste "In Sorte Diaboli" – até porque, o antecessor oficial e inédito, havia sido o aclamado "Death Cult Armageddon", de 2003.
O resultado final não decepciona em momento algum, pois se tratando de Dimmu Borgir, a qualidade pode ser sempre aguardada, mas imagino que uma parcela dos ouvintes e fãs estranharam um pouco a já citada pequena redução nos pomposos arranjos sinfônico-orquestrais e pelo fato do trabalho soar consideravelmente mais direto, o que inclusive acabou refletindo na duração total, com cerca de 42 minutos! Curiosamente, algum tempo após este trabalho, em 2009, foi anunciada a saída do tecladista Mustis e do baixista e vocalista ICS Vortes, que estavam na banda há aproximadamente 10 anos…
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A temática, que pela primeira vez foi conceitual, é ambientada na Europa medieval e relata sobre um assistente de padre que passa a desanimar e duvidar do cristianismo e percebe novas habilidades e possibilidades em sua existência e então opta pelo lado obscuro da fé – o que contribuiu para o clima sombrio e agressivo da obra toda.
A sonoridade, sempre bem cuidada e deixada nas mãos de quem entende do assunto, aqui ficou a cargo de Fredrik Nordström, bem como de Patrik J. Sten e Russ Russell, que fizeram um ótimo trabalho em todos os quesitos!
Destaques individuais? Claro que não, pois todas as músicas possuem seus próprios atrativos e variedades e são dignas de uma boa apreciação, mas pessoalmente, "The Sacrilegious Scorn" é umas das minhas favoritas em toda a carreira e que chegou a ganhar um vídeo clipe, que ficou bem fiel à proposta em geral.
Se por algum motivo, ainda não conhece ou nunca teve interesse em Dimmu Borgir, pode ouvir este aqui mesmo, sem receios!
Formação:
Shagrath (vocais e teclados);
Silenoz (guitarra);
Galder (guitarra solo);
ICS Vortex (baixo e vocal limpo nas faixas 1, 5 e 10);
Mustis (teclados);
Hellhammer (bateria).
Faixas:
01 – The Serpentine Offering
02 – The Chosen Legacy
03 – The Conspiracy Unfolds
04 – The Sacrilegious Scorn
05 – The Fallen Arises (instrumental)
06 – The Sinister Awakening
07 – The Fundamental Alienation
08 – The Invaluable Darkness
09 – The Foreshadowing Furnace
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