A jornada sombria do Dimmu Borgir pelo antagonismo religioso em "In Sorte Diaboli"
Resenha - In Sorte Diaboli - Dimmu Borgir
Por Michel Sales
Postado em 05 de outubro de 2024
"In Sorte Diaboli", 8° álbum de estúdio da banda de black metal sinfônico Dimmu Borgir, lançado em 2007, se destaca como o primeiro trabalho conceitual, centrado na história de um personagem fictício que vive durante a Idade Média e começa como um padre, mas gradualmente se volta contra a religião, acabando por se tornar um anticristo.
O título em latim, "No Destino do Diabo" reflete o tema sombrio e anticristão do álbum, mantendo o estilo característico da grupo, combinando elementos sinfônicos com o black metal, utilizando orquestrações dramáticas, vocais guturais e riffs intensos.

Algumas faixas notáveis incluem: "The Serpentine Offering", "The Chosen Legacy" e "The Sacrilegious Scorn", esta última sendo uma das faixas que mais representa o conceito anticristão da banda.
O design da capa apresenta uma figura central enigmática e ameaçadora, vestida em trajes religiosos, cercada por simbolismos ocultos, góticos e demoníacos. O estilo visual remete ainda à arte medieval e renascentista, especialmente ao uso de escuridão, com uma paleta de cores predominantemente preta, vermelha e dourada.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Tematicamente, a história realmente insinua a ascensão de um clérigo que abandona sua fé e é seduzido pelo lado das trevas. A capa visualmente expressa essa transformação, criando uma atmosfera de mistério, rebeldia e tragédia. O uso de elementos como cruzes invertidas e símbolos ocultistas reforça o tom de desafio às instituições religiosas, um tema comum nas letras do Dimmu Borgir.
"In Sorte Diaboli" foi bem recebido tanto pelos fãs quanto pela crítica, sendo considerado um dos álbuns mais ambiciosos do Dimmu Borgir.
FORTALEZA ESCURA
Formada em Oslo, na Noruega, em 1993, o Dimmu Borgir mistura elementos do black metal tradicional com arranjos orquestrais e uma atmosfera sombria e épica. O nome da banda se refere a uma formação vulcânica na Islândia e significa "fortaleza escura" em islandês, o que combina com o estilo temático dos caras.
No início da carreira, o Dimmu Borgir era mais alinhado ao black metal tradicional, com álbuns como "For All Tid" (1994) e "Stormblåst" (1996), que apresentavam uma sonoridade mais crua e atmosférica. No entanto, a partir do álbum "Enthrone Darkness Triumphant" (1997), a banda começou a incorporar elementos sinfônicos e a ampliar seu som, ganhando mais notoriedade internacional.
Alguns dos álbuns mais notáveis da banda incluem "Spiritual Black Dimensions" (1999), "Puritanical Euphoric Misanthropia" (2001) e "Death Cult Armageddon" (2003). Nesses trabalhos, o Dimmu Borgir usou coros e orquestrações completas para criar uma sonoridade grandiosa e cinematográfica. Eles colaboraram com coros reais e até com a Orquestra Filarmônica de Praga em alguns álbuns.
A banda também é conhecida por sua presença de palco teatral, com maquiagens elaboradas (corpse paint), figurinos complexos e performances impactantes. Alguns dos membros fundadores incluem o vocalista Shagrath e o guitarrista Silenoz, que permanecem como pilares da banda.
Embora o Dimmu Borgir tenha recebido críticas por alguns puristas do black metal, devido à sua abordagem mais acessível e sinfônica, a banda consolidou uma base de fãs sólida ao longo dos anos e é considerada uma das maiores no cenário do metal extremo.
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