Tristania: trilhando caminhos mais tranqüilos
Resenha - Illumination - Tristania
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 17 de abril de 2007
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois do musicalmente indeciso "Ashes" (05), o Tristania chega ao seu quinto álbum de estúdio, "Illumination". E aqui o conjunto parece estar bem mais definido em suas experimentações, ainda que toda esta renovação acabe por soar muito diferente da inspirada fase que delineou parcialmente o rumo do Gothic Metal como o conhecemos hoje, consagrando estes noruegueses como um dos principais nomes do gênero.
Com este novo registro o Tristania se mostra bem mais versátil e claramente segue em sua busca por um público mais amplo, trilhando caminhos tranqüilos e deixando muito de sua agressividade em segundo (ou terceiro?) plano. "Illumination" tem como foco as mais diversas atmosferas emotivas, com melodias fáceis e melancólicas, enquanto as vozes rosnadas e guitarras distorcidas aparecem de forma muito reduzida, o que será um inconveniente óbvio para os antigos fãs.
Com uma produção totalmente cristalina de Waldemar Sorychta (Lacuna Coil, Samael, Moonspell), o grande ponto alto aqui são as vocalizações. Agora sem a presença de Kjetil Ingebrethsen, os poucos versos com vozes guturais foram cantados pelo guitarrista Anders Hidle, mas o brilho fica mesmo para Vibeke e Østen, que têm um desempenho realmente elegante e a alternância entre suas aparições ocorre de forma natural e muito bonita, como fica claro em "The Ravens", que conta ainda com a participação de Vorph, do Samael.
Com grande potencial para agradar, dá para citar a mais pesada "Mercyside" e a bombástica "Sacrilege". O restante das músicas possui uniformidade, valendo mencionar aí momentos mais comerciais como "Open Ground" e a deprimida "Sanguine Sky", onde Vibeke mostra o motivo de ser considerada uma das mais carismáticas cantoras do gênero.
A abordagem sonora não é o que tradicionalmente se poderia esperar do Tristania e terá grandes chances de afugentar de vez parte dos velhos fãs. Em compensação, "Illumination" possui alguns motivos convincentes para o grupo se dar bem aos olhos de quem curte música gótica e acessível, pois é coeso e com domínio em sua proposta.
... Mas novamente o futuro se torna nebuloso, pois não é mais nenhuma novidade que Vibeke Stene abandonou seu posto logo depois de liberado este disco, alegando as manjadas ‘razões pessoais’...
Formação:
Vibeke Stene - Voz
Østen BergØy - Voz
Anders H. Hidle - Guitarra e voz gutural
Rune Østerhus - Baixo
Einar Moen - Teclados
Kenneth Olsson – Bateria
Tristania - Illumination
(2007 / Hellion Records – nacional)
01. Mercyside
02. Sanguine Sky
03. Open Ground
04. The Ravens
05. Destination Departure
06. Down
07. Fate
08. Lotus
09. Sacrilege
10. Ab Initio
11. Deadlands
Homepage: www.tristania.com
Outras resenhas de Illumination - Tristania
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Quais são as 4 maiores bandas do heavy metal, segundo a Ultimate Classic Rock
A camiseta que Richard Fortus criou pra zoar meme famoso do Guns N' Roses
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
Paul Stanley confirma que Kiss fará show em novembro de 2026
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
Kid Abelha anuncia turnê de reunião "Eu Tive Um Sonho"
A melhor faixa de "The Number of the Beast", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
David Ellefson nunca foi o melhor amigo de Dave Mustaine
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
Steve Morse diz que nunca fez um show perfeito, e cita um guitarrista amigo que é capaz disso
A banda que Slash diz nunca ter feito um álbum ruim; "Todos os discos são ótimos"
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
O melhor álbum de thrash metal de cada ano desde 1983, segundo a Loudwire
Os profundos arrependimentos de Davild Gilmour em relação ao saudoso Syd Barrett


Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Iron Maiden: Leia a primeira resenha de "The Book Of Souls"



