Tristania: arranjos e composições mais maduros
Resenha - Illumination - Tristania
Por Rodrigo Simas
Postado em 16 de junho de 2008
Nota: 7 ![]()
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É difícil para uma banda ter coragem de alterar seu som de maneira contundente, mesmo que para um formato mais comercial e acessível. Ou para seguir uma tendência modista e passageira. Geralmente essas transformações não dão certo, a base original de fãs é perdida e as consequências são desastrosas. Exemplos disso não faltam. Por outro lado, quando as mudanças são por questões artísticas ou por uma simples evolução musical, elas podem não ser bem compreendidas, dependendo de como forem apresentadas. O importante é que haja respeito sempre que a proposta for sincera.
Mais difícil ainda é descobrir como isso é representado no som do Tristania. O fato é que a banda mudou. E muito. Se as mudanças começaram no elogiado "Ashes", de 2005, elas se cristalizaram e se definiram em "Illumination", o quinto trabalho desses Noruegueses que foram um dos precurssores do Gothic Metal como o conhecemos. Criticada, a banda perdeu muito do som operístico, soturno e sinfônico dos primeiros trabalhos, mas amadureceu em arranjos, composições e harmonias.
As idéias e melodias parecem mais focadas, mais simples, menos turbulentas e, realmente, bem mais acessíveis para o público genérico. Os vocais guturais, a cargo do convidado especial Vorph, do Samael, são praticamente inexistentes e os vocalistas Vibeke Stene e Osten Bergoy brilham de forma independente, mas pecam por se isolarem, ao invés de trabalharem em conjunto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Sempre um destaque, Vibeke continua surpreendendo com melodias inusitadas e precisas, que surgem de maneira natural, sem soarem forçadas ou artificiais. Se o refrão da ótima "Mercyside" abre Illumination de forma inspirada, "Sanguine Sky" e "Open Ground" comprovam sua ótima forma. A banda se mantém segura e cumpre seu papel em estruturas sólidas, se mostrando bem mais versátil e coesa, ainda lembrando em alguns momentos o passado, como na excelente "Sacrilege".
Provavelmente os fãs mais conservadores vão desaprovar, mas se a banda perdeu muito de suas origens, deve conseguir atingir um número muito maior de pessoas. A produção de Waldemar Sorychta (Lacuna Coil, The Gathering, Samael, Moonspell), consegue criar o clima adequado para a proposta e o Tristania não decepciona, mostrando que tem coragem de explorar os limites de sua música, sendo eles sinceros ou não.
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