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Gorgoroth: "Para a Grande Glória de Satanás"

Resenha - Ad Majorem Sathanas Gloriam - Gorgoroth

Por Maurício Dehò
Postado em 25 de março de 2007

Nota: 9

Confusão vai, confusão vem, e o GORGOROTH está de volta com o seu sétimo CD de estúdio, entitulado "Ad Majorem Sathanas Gloriam", que significa "Para a Grande Glória de Satanás", em latim, e lançado no Brasil, pela Hellion Records. As gravações, que foram feitas entre 2005 e 2006, tiveram Gaahl no vocal, o membro fundador Infernus na guitarra, King no baixo, além do baterista contratado Frost (SATYRICON), que já figurou entre os noruegueses em outras ocasiões.

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Depois do bem sucedido "Twilight of the Idols – In Conspiracy With Satan", de 2003, este álbum não vem para decepcionar, e, pelo contrário, já entra na lista dos melhores do GORGOROTH. A fórmula continua a mesma: um black metal sombrio (o que se percebe bem na arte gráfica e na bela capa, recheada de símbolos escondidos), cheio de variações e com um trabalho destacado dos polêmicos Infernus e Gaahl.

A produção ficou a cargo da própria banda e, como é de se esperar, reforça a imagem e a sonoridade da "violência sonora e espiritual" pregada pelo trio. As polêmicas letras foram escritas pelo próprio vocalista, enquanto as composições são todas de King. Isso poderia ser um problema, já que o baixista anunciara a saída da banda em 2006, por divergências ideológicas. Mas, como os noruegueses escrevem por linhas bem tortas, o baixista já aparece novamente no line-up, para os shows da nova turnê (o calendário ainda não está definido).

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Quanto ao álbum, todo o peso e agressividade estão de volta, com um som mais direto que no anterior. A abertura, "Wounds Upon Wounds" chega ‘chutando’, com bons riffs, e a bateria na velocidade máxima. As variações de tempo não ficam fora e o vocal de Gaahl também é um destaque. "Carving A Giant" segue na mesma levada e aparece como uma das melhores do CD.

Outros destaques são a quase instrumental "Sign of An Open Eye", mais lenta e pesada, e a apocalíptica "White Seed", que em alguns momentos (no começo e no fim) fica numa barulheira só, meio que apenas para dizer para os headbangers "sim, Gorgoroth é isso, True Norwegian Black Metal". A faixa de encerramento, "Prosperity And Beauty" também é muito boa, com um climão épico, alternando velocidade e cadência.

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Vale um parentese para a atuação dos músicos. Gaahl surpreende com seus vários vocais durante as oito faixas, ora mais graves, ora bem gritados. O melhor exemplo são os quase agudos do fim de "Exit" e a levada mais death da seguinte, "Untamed Forces". Já Infernus e King seguram o instrumental com primor, como no riff central de "God Seed (Twilight of the Idols)", mais que perfeito para os bangers de plantão.

O único problema, mais uma vez é que, com apenas 30 minutos de som, fica aquele "gostinho de quero mais" e a impressão de que eles poderiam colocar uma ou duas músicas a mais, ao menos para agradar aos fãs. Em todo o caso, outra opção é apertar o "repeat" e escutar toda a pancadaria de novo.

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O problema é ficar no aguardo do que acontecerá no sempre incerto futuro da banda, já que Gaahl acaba de ser liberto após quatro meses de prisão — por agressão, e, nada mais black metal que ameaçar uma pessoa de beber seu sangue — e Infernus ainda enfrenta a justiça por uma acusação de estupro. A última notícia é que o guitarrista está em liberdade condicional e já fala em começar as novas composições e sair em turnê.

É, confusão vai, e confusão ainda está por vir... Senão, não é o GORGOROTH!

Track List:
01. Wound Upon Wound
02. Carving A Giant
03. God Seed (Twilight Of The Idols)
04. Sign Of An Open Eye
05. White Seed
06. Exit
07. Untamed Forces
08. Prosperity and Beauty

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Formação no álbum:
Gaahl - vocal
Infernus - guitarra
King - baixo
Frost - bateria (apenas chamado para as gravações)

Lançamento Hellion Records - nacional - 2006

Site oficial: www.gorgoroth.org


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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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