Sinner: volta às raízes e distância do Primal Fear

Resenha - Mask Of Sanity - Sinner

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Por Ben Ami Scopinho
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Com o sucesso comercial do Primal Fear, Matt Sinner foi obrigado a deixar sua antiga banda, o Sinner, em segundo plano, com álbuns sendo lançados de forma bem esporádica, tanto que seu último registro, "There Will Be Execution", foi liberado no distante 2003. E como talvez o grupo seja desconhecido para alguns dos leitores, então vale lembrar ainda que o baixista Matt também canta por aqui, e que entre o Sinner e Primal Fear sempre houve um saudável intercâmbio de músicos, tendo como exemplo o próprio guitarrista Tom Naumann, que toca em ambos os conjuntos.

Com o novo álbum, "Mask Of Sanity", pode-se dizer que o Sinner busca certa volta às raízes, considerando que seus últimos discos apresentavam algumas similaridades óbvias com o Primal Fear. Estas semelhanças ainda persistem, mas de forma bem mais reduzida, pois agora as canções estão mais melodiosas e as marcas registradas que fizeram sua história, mais evidentes, com muito Hard Rock e Heavy Metal tradicional que visam capturar o espírito dos anos 70 e 80.

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Mas a presença destes elementos não atinge totalmente seu objetivo pelo fato de haver alguma carência de inspiração pelo disco. Mesmo considerando que o Sinner já tenha quase três décadas de existência, então poderia ser natural a sensação de deja-vu que ocorre em várias ocasiões durante a audição. Realmente poderia, mas o fato é que há alguns – talvez demais – arranjos que soam reciclados, como por exemplo, nas baladas "The Sign" e "No Return", entre alguns outros momentos, que infelizmente acabam por prejudicar o que poderia ser uma boa seqüência de canções.

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Em compensação, o ótimo trabalho de guitarras e seus magníficos solos conseguem realmente empolgar e até mesmo camuflar boa parte destes pontos baixos. Naumann e Leim dão o tom em praticamente todas as faixas, seja na ótima "Badlands", perfeita para bater cabeças; na boa "Diary Of Evil", com melodias clássicas que remetem parcialmente ao Thin Lizzy; e ainda em "Thunder Roar", também com teclados interessantes e ótimos refrões agressivos.

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E como Matt Sinner é um fã assumido do Thin Lizzy, há como faixa-bônus um apropriado cover para "Baby Please Don't Go", que ficou um pouco mais veloz que a versão original e fecha o disco de forma bastante agradável. "Mask Of Sanity" também traz convidados do porte de Andy B. Franck (Brainstorm), Ralf Scheepers (Primal Fear – como canta este cara!) e Martin Grimm (Mystic Prophecy).

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Está longe de ser um registro ruim, mas deixa a desejar, considerando que o Sinner já lançou obras invejáveis como "Comin' Out Fighting" (86), "The Nature Of Evil" (98) ou "The End Of Sanctuary" (01). E olha que o pessoal teve muito tempo para elaborar as composições...

Formação:
Mat Sinner - voz e baixo
Tom Naumann - guitarra
Christof Leim - guitarra
Frank Rossler - teclados
Klaus Sperling - bateria

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Sinner - Mask Of Sanity
(2007/ MTM Music / Hellion Records – nacional)

01. The Other Side
02. Diary Of Evil
03. Badlands
04. Black
05. Thunder Roar
06. The Sign
07. Revenge
08. Under The Gun
09. Can't Stand The Heat
10. No Return
11. Last Man Standing
12. Baby Please Don't Go (faixa-bônus)

Homepage: www.sinner.rocks.de


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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