Resenha - A Arte do Insulto - Matanza
Por José Cláudio Carvalho Reis
Postado em 27 de janeiro de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde que os Raimundos sucumbiram ao estrelato (e às contendas internas), o Rock brazuca andava muito mal das pernas. Afinal, o que dizer de CPM22 e afins?
A salvação vem na forma... quero dizer, no som de uns malucos mal-encarados, praticantes de um Rock´n´roll que deixaria orgulhoso o lendário Lemmy. As letras são coisa de macho. Títulos como "Ressaca Sem Fim" ou "Meio Psicopata" ("É impressionante como eu nunca faço nada/É sempre a confusão que vem até aqui/Eu falo isso para o meu psiquiatra/Mas é claro, ele não entende") são exemplos da "genialidade xucra" do quarteto carioca.
O Matanza já tem no currículo os álbuns "To Hell With Johnny Cash", "Música Para Beber e Brigar" (só o título já vale o disco!) e "Santa Madre Cassino", todos indiscutivelmente bons. Mas desta vez, os caras foram além. Capricharam na produção (a cargo de Rafael Ramos), no peso, e nas letras - simplesmente geniais.
"Quem Leva A Sério O Quê?" é uma pedrada que justifica toda a transgressão que o verdadeiro Rock deve cometer. E, de quebra, chuta o balde com a crítica e aquele pessoalzinho ranheta, que jamais entenderia a proposta do Matanza - ou dos Velhas Virgens, para citar outro grupo que merecia mais atenção.
A temática - por assim dizer - continua misturando western, bebedeira, hardcore e uma pitadinha do eterno Johnny Cash (definido no release do álbum como "Countrycore").
"Nós Estamos Todos Bêbados" emula as velhas canções dos piratas, com uma levada celta e refrão grudento: "Nós estamos todos bêbados/Bêbados de cair/E todos que não estiverem bêbados/Dêem o fora daqui.
É reconfortante saber que ainda exitem mentes criativas num estilo tão castigado pela mediocridade. O Heavy Metal vem se renovando e se reciclando, com artistas de grande talento, mas o rock há tempos anda relegado a uma gente fraca em idéias, que se contenta com um pseudo-romantismo radiofônico sem graça. Por essas e outras, precisamos do Matanza - e de mais gente que se atreva a inovar.
Faixas:
A Arte do Insulto
O Clube dos Canalhas
O Chamado do Bar
Sabendo Que Posso Morrer
Quem Perde Sai
Meio Psicopata
Não Gosto de Ninguém
O Caminho da Escada E Da Corda
Ressaca Sem Fim
Tempo Ruim
Quem Leva A Sério O Quê?
Whisky Para um Condenado
Estamos Todos Bêbados
Outras resenhas de A Arte do Insulto - Matanza
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Alter Bridge, um novo recomeço
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
O clássico do heavy metal que motivou Luis Mariutti a ser baixista
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
Baixista admite que formação clássica do Dokken tocou mal em última reunião
A canção do "Ten" que o Pearl Jam sofreu para gravar; "Fizemos a música entre 50 e 70 vezes"
O Rockstar extremamente famoso que nunca gostou do Led Zeppelin
A resposta de David Gilmour quando perguntado se tinha ciúmes de Roger Waters



Matanza: os brutos também amam e "O último Bar" prova isso
A banda de rock nacional que nunca foi gigante: "Se foi grande, cadê meu Honda Civic?"
As três bandas clássicas que Jimmy London, do Matanza Ritual, não gosta
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?
Iron Maiden: O Sétimo Filho do Sétimo Filho



