Resenha - Pitch Black Progress - Scar Symmetry
Por Ricardo Seelig
Postado em 19 de outubro de 2006
Nota: 8 ![]()
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Esta banda vem sendo muito bem falada em todo o mundo. Seu segundo álbum, "Pitch Black Progress", chega ao Brasil com status de um dos favoritos ao título de melhor de 2006. Exageros à parte, basta ouvir o disco para perceber que os suecos do Scar Symmetry fizeram um belo trabalho. Mesclando death metal melódico com arranjos cheios de peso e inovação, merecem todo o destaque que estão recebendo.

A sonoridade do grupo é muito influenciada pelo Soilwork, principalmente do disco "Natural Born Chaos", produzido por Devin Townsend, do Strapping Young Lad. O vocalista Christian Alvestam alterna vocais guturais e limpos, e em ambos mostra um talento e uma capacidade ímpares.
A melodia marca presença em todo o álbum, sempre unida a doses generosas de peso. "The Illusionist", "Slaves To The Subliminal", "Mind Machine" (dona de um refrão matador) destacam-se na primeira audição.
A faixa título foge da fórmula "vocais guturais intercalados com vozes limpas", com um ataque primoroso de toda a banda. Pesadíssima, é um ótimo cartão de visitas para aqueles mais conservadores, já que nela as inovações são mais tímidas. Em certas passagens vocais, o vocal de Christian espanta pela brutalidade, e não faria feio em um disco do Nile, por exemplo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Por outro lado, "Dreaming 24/7" é a música mais acessível de "Pitch Black Progress", se é que podemos aplicar este adjetivo à uma faixa deste estilo. Com passagens instrumentais mais calmas, mostra outra característica do som dos suecos. A grande habilidade para criar refrões grudentos se reafirma, fazendo de "Dreaming 24/7" uma das melhores canções do álbum.
Mas o que realmente faz "Pitch Black Progress" valer a pena e se diferenciar no mar de lançamentos metálicos é a faixa número oito. "The Kaleidoscopic God" é uma paulada com mais de sete minutos, onde o grupo alterna andamentos e momentos brutais e mais calmos, com um resultado final não menos que primoroso. Esta música serve como carta de intensões do Scar Symmetry, apresentando com perfeição o que o grupo propõe aos seus ouvintes, e até onde pretende ir no futuro. Sonzeira, na melhor definição da palavra.
Outros bons momentos podem ser apreciados em "Oscillation Point", com boas melodias de guitarra, e nas duas últimas faixas, "Carved In Stoned" e "Deviated From The Form", repletas de quebras de andamento e belas guitarras.
Não posso deixar de mencionar também a grande quantidade de belos solos de guitarra presente em todo o disco, com a dupla Jonas Kjellgren e Per Nilsson esmerilhando sem dó seus instrumentos. Um deleite para qualquer fã de heavy metal.
Um belo álbum, que aponta para o futuro do estilo e enche de esperanças qualquer fã de heavy metal, afinal o Scar Symmetry é uma banda nova e, se em seu segundo disco já conseguiu fazer um trabalho com um nível tão elevado assim, tem tudo para surpreender ainda mais no futuro.
Muito bom, e, sem exageros, um dos melhores álbuns do ano.
Faixas:
1. The Illusionist
2. Slaves To The Subliminal
3. Mind Machine
4. Pitch Black Progress
5. Calculate The Apocalypse
6. Dreaming 24/7
7. Abstracted
8. The Kaleidoscopic God
9. Retaliator
10. Oscillation Point
11. The Path Of Least Resistance
12. Carved In Stoned
13. Deviated From The Form
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