Resenha - Pitch Black Progress - Scar Symmetry
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 02 de agosto de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em que arte bonita o heavy metal se transformou. O Scar Symmetry foi formado na Suécia em 2004 e traz em sua formação Christian Älvestam (voz), Jonas Kjellgren (guitarra), Per Nilsson (guitarra), Kenneth Seil (baixo) e Henrik Ohlsson (bateria), e chamaram muito a atenção da crítica e público com seu debut "Symmetric In Design".

Agora está chegando no mercado brasileiro seu novo disco, "Pitch Black Progress", que traz faixas do chamado Death Metal Melódico com uma distorção e precisão de cair o queixo e, entre o lado mais agressivo e o mais melódico, há inúmeros momentos em que enveredam pelo metal tradicional, garantindo grande variedade entre as canções. A versatilidade e técnica que o Scar Symmetry expõe em suas canções são facilmente percebidas ao longo das 12 faixas, repletas de melodias dramáticas e arranjos complexos, alguns incluídos de forma bastante sutil e que acabam por fazer tudo soar bem direto.
Os músicos são realmente incríveis, mas a habilidade com que Christian domina sua voz é espantosa, ficando a impressão de que são pessoas completamente distintas que cantam as partes guturais e limpas. Com certeza um dos grandes vocalistas do gênero, e seu desempenho cheio de paixão na multifacetada canção "The Kaleidoscopic God" é a grande prova de sua ótima atuação. Aliás, ótima atuação de toda a banda, pois esta é uma música quase épica, praticamente uma síntese de tudo o que é apresentado no CD.
A faixa mais pesada é a própria "Pitch Black Progress", 100% rosnada de forma primitiva, que se contrapõe com "Mind Machine", cheia de linhas de vozes limpas e, como conseqüência, com grande carga de emoção. Há momentos inusitados, como em "Dreaming 24/7", que se caracteriza por possuir mais melodias que o usual e acaba por ser a mais amena canção do disco.
Em "Pitch Black Progress" tudo soa brutal, melodioso e belo, não existindo canções nem ao menos medianas em quase uma hora de audição. A produção de Jonas Kjellgren ficou perfeita, garantindo uma definição e modernidade como poucas. Em suma: o Scar Symmetry empolga muito e conseguiu sacudir a cena metálica de seu país, liberando um dos melhores álbuns que foram lançados em 2006. Indispensável aos amantes do estilo!
Scar Symmetry - Pitch Black Progress
(2006 - Nuclear Blast / Rock Brigade Records – nacional)
01. The Illusionist
02. Slaves To The Subliminal
03. Mind Machine
04. Pitch Black Progress
05. Calculating The Apocalypse
06. Dreaming 24/7
07. Abstracted
08. The Kaleidoscopic God
09. Retaliator
10. Oscilliation Point
11. The Path Of Least Resistance
12. Carved In Stone (bônus)
13. Deviate From The Norm (bônus)
Homepage: www.scarsymmetry.com
Outras resenhas de Pitch Black Progress - Scar Symmetry
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
A banda que impressionou Eddie Van Halen: "A coisa mais insana que já ouvi ao vivo"
Por que Geddy Lee achou que Anika Nilles não seria melhor opção para substituir Neil Peart?
O álbum do Cannibal Corpse que Jack Owen não consegue ouvir
Kip Winger admite não se identificar mais com a música da banda que leva seu nome
Joe Bonamassa lançará show em tributo a Rory Gallagher
Concerto do Pink Floyd gravado por Mike Millard vai sair em vinil e CD oficial
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Wolfgang Van Halen fala sobre a importância de ter aprendido bateria primeiro
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
A banda que guitarrista do Korn não curtia; "Qualquer um podia tocar o que eles tocavam"
Produtor que fez 31 shows de Paul Di'Anno lembra como era convívio com o vocalista
Slayer: Araya fala sobre fé e sua relação com o cristianismo
O clássico que é "O hino" do Rock para Lars Ulrich, baterista do Metallica


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?



