Resenha - Almah - Edu Falaschi
Por Rafael Carnovale
Postado em 07 de julho de 2006
Nota: 8 ![]()
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O que levou Edu Falaschi a gravar este CD? Necessidade de se expressar musicalmente, além das fronteiras do Angra? Mostrar ao mundo que ele é um músico de talento? Ou simplesmente transformar em músicas várias idéias aproveitando o final da turnê do CD "Temple Of Shadows"? Essas são perguntas que ele mesmo poderá responder futuramente, mas por enquanto vamos analisar seu primeiro CD solo, já que o mesmo aqui responde pela composição de todas as obras, além de pilotar os teclados.
Para tal Edu recrutou um time forte, com Emppu Vourinen (Nightwish) na guitarra, Casey Grillo (Kamelot) na bateria e Lauri Porra (Stratovarius) no baixo. Sem contar as ilustres e bem-vindas presenças de seu irmão Tito Falaschi (ex-Symbols), Edu Ardanuy (Dr. Sin), Mike Stone (Queensryche) e Fábio Laguna (Angra). Um time de respeito, e resta a nós, meros mortais, ver o resultado desse desejo de Edu Falaschi em começar um trabalho solo.
De cara "King" abre o CD com riffs certeiros (Emppu acertou a mão), uma levada bem heavy anos 80 (me lembrou em parte o Metallica do "Black Album" ) e vocalizações bem mais agressivas do que estamos acostumados a ouvir (por sinal um dos melhores momentos de Edu no CD, e quem sabe em sua carreira). Já "Take Back Your Spell" nos remete ao melódico de bandas como Stratovarius e Kamelot, sendo uma faixa agradável. "Forgotten Land" é uma bela balada, levada ao piano, com uma condução suave e bem colocada e "Scary Zone" traz um andamento mais cadenciado (flertes com música regional são percebidos) que a credencia como ótima música ao vivo. Vale citar que Edu está cantando muito bem, para quem costuma criticar as performances do vocalista.

Edu nitidamente parece ter feito esse CD para si mesmo, já que não há uma linha mestra que conduza o mesmo, um estilo definido: "Children Of Lies" é puxada para o metal anos 80, "Break All The Welds" tem uma levada hard empolgante, e "Golden Empire" é mais suave, quase um flerte com o pop-rock. As últimas 4 faixas evidenciam o lado mais suave de Edu como compositor e músico, com destaque para "Primitive Chaos", a belíssima "Breathe" (um dos momentos mais marcantes de "Almah") e a baladona que fecha o CD, por curiosidade a faixa título, com os bons vocais femininos de Aline Ramos.
Não é algo que você vai assimilar fácil, de primeira. Falaschi parece ter atirado em vários alvos, e acertou a maioria deles (clichê monstro esse), criando um CD complicado, mas não inconstante. Porém como trata-se de seu primeiro CD solo o resultado final está muito interessante. Para os fãs de Angra, fãs do vocalista, e curiosos.
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Site Oficial: http://www.edufalaschi.com.br
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