Resenha - Abbes - Flávio Abbes
Por Rodrigo Werneck
Postado em 05 de julho de 2006
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Flavio Abbês é um talentoso e criativo guitarrista, vocalista e compositor da recente safra underground carioca. Neste seu mais novo trabalho, o projeto denominado "Abbes", Flávio nos brinda com um mix de rock, pop e experimentalismo de muito bom gosto, dentro de uma interessante concepção áudio-visual.

Em 2000, Flávio Abbes lançou seu primeiro CD, "Pensamento Inconstante Flutuante" cujas músicas mesclavam um pop/rock introspectivo com altas doses de psicodelismo, algo como um Violeta de Outono com um "approach" mais radical. Algumas músicas, bem longas, como "Corte de Cabelo", "Roxo Preto e Abóbora" e "Inalcançável", chegavam a ter 7 ou 8 minutos de duração ou mais, e passavam por vários climas, indo da calmaria ao caos, com guitarras ora sutis e melódicas, ora impressionantemente pesadas, e teclados criando climas totalmente hipnóticos. Em outras faixas como "76" e "Letras Psicodélicas de Irwin Allen", havia ingredientes de rock’n’roll mais visceral, emergindo até elementos punks, por assim dizer, e o vocal de Abbês chegando até mesmo a lembrar de certa forma o de Alice Cooper em seu início de carreira. A adição de instrumentos inusitados como a viola também ajudou a gerar um disco bastante criativo.
Neste seu novo trabalho, Flávio Abbês acumulou a guitarra e o baixo (além do vocal principal), e juntou-se novamente ao tecladista Luciano Moreno, que já havia tocado no disco anterior, e que mais uma vez teve participação vital na produção e nos arranjos (juntamente a Abbês). Na bateria está Renato Santoro, e numa participação especial, Gerê na escaleta.
A sonoridade das novas músicas está um pouco mais direta que no trabalho anterior, com um enfoque assumidamente "noturno" e urbano, quase sombrio em alguns momentos, chegando a lembrar o King Crimson dos anos 80 em diversas passagens (influência, por sinal, reconhecida). É só ouvir a música que abre o CD, "Sobra", para se perceber como soa até certo ponto similar (sem ser cópia) a "Waiting Man" ou "The Sheltering Sky, do Crimson. Por sinal, a música começa de forma intensa e passional, sendo que lá pelos 4 minutos e pouco o peso entra – literalmente – em cena. A guitarra de Abbês soa poderosa, entremeada por efeitos viajantes dos teclados de Moreno.
Já "Perdido Nos Meus Sonhos" é mais romântica, sem implicar com isso em breguices ou afins. Abbês não cai nas armadilhas fáceis das "canções de amor" mais comerciais, dando espaço até a pequenos solos de piano e outras "tecladices", todos sempre bem inseridos no contexto musical.
Fechando o disco, a contagiante "Muito Açúcar", com letra dita lúdico-existencial, como o próprio encarte indica. O enfoque na composição se destaca, o que pode ser notado até mesmo pela demora do vocal para entrar em cena, o que só ocorre após 2 minutos de música. Essa faixa foi escolhida para ser retratada em videoclipe, incluída no DVD lançado em paralelo ao CD. O vídeo foi produzido pela artista plástica Fernanda Metello, e faz parte do conceito concebido por ela junto a Flávio Abbês que envolve a criação de um clima noturno e plástico, com slides gerados a partir de desenhos digitais sendo projetados sobre os músicos, com jogos de luzes, cores e sombras. Para tal, foram utilizadas ferramentas comuns como câmera fotográfica digital e projetor de slides, sugerindo ao espectador que é possível experimentar e gerar, a partir dos que nos cerca, algo criativo e inovador.
Para os interessados, será possível assistir ao vivo a Flávio Abbês e sua banda em apresentação no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro, no dia 30 de julho próximo. Para maiores detalhes, visite o website do artista (link abaixo), onde é possível também se checar as músicas e o vídeo.
Tracklist:
1. Sobra (Do Nosso Amor)
2. Perdido Nos Meus Sonhos
3. Muito Açúcar
Site: www.flavioabbes.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O hit do Angra que é difícil para o Shamangra cantar: "Nossa, Andre, precisava desse final?"
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Baterista Eric Morotti deixa o Suffocation e sai disparando contra ex-colegas
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
O megahit da Jovem Guarda que Roberto Carlos só aprovou após artimanha do produtor
Gessinger, como Lobão, não entende porque os anos oitenta são considerados "a década do rock"
Greyson conta como Andreas chegou até ele e fez o pedido para tocar no Sepultura

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



