Resenha - Vermin - Old Man's Child

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Por Eduardo S. Contro
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Vermin, novo CD do projeto solo de Galdar, mostra mais uma vez que o Old Man’s Child não é simplesmente um passatempo para o guitarrista de uma das mais importantes bandas de metal extremo do planeta.

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As novidades são muitas. Percebe-se claramente que Galdar optou pela simplicidade em seu sétimo trabalho, deixando de lado orquestras e até mesmo reduzindo a participação dos teclados que marcam os grupos do estilo. Gostos à parte, as mudanças funcionaram. E talvez, o segredo do sucesso esteja mesmo aí.

Comparado a obra de arte anterior, "In Defiance Of Existence" - que levou o OMC a um nível que outras bandas de metal jamais alcançarão (eu ousaria dizer que esse CD é melhor que os do Dimmu lançados na mesma época) -, o novo disco deixa pouco a desejar.

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A qualidade sonora é mais uma vez inquestionável, trazendo nove músicas empolgantes, pesadas e cruas. Entre elas, destaque para a faixa de abertura "Enslaved And Condemned", muito bem trabalhada, com diversas variações, que a dão um toque especial, para "The Plague Of Sorrow", com grande intensidade e brutalidade, e para "In Torment's Orbit", sem dúvida, a que chama mais atenção e única com os famosos toques sombrios de teclado que criam uma atmosfera que remete ao Dimmu Borgir na época áurea de "Enthrone Darkness Triumphant".

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A única perda sensível de "Vermin" está nas baquetas, devido a saída do monstruoso Nicholas Barker. O baterista convidado, Reno H. Kiilerich, faz um ótimo trabalho, mas, assim como numa comparação entre os vocais de Shagrath e os de Galdar, Nicholas é infinitamente superior. Uma pena sua saída de ambas as bandas.

Se ainda ficávamos com algumas dúvidas a respeito do objetivo do OMC, já que seu som assemelhava-se em demasia, propositalmente talvez, com Dimmu Borgir, temos finalmente a prova de que Galdar consegue produzir um ótimo material, mesmo que de mesma safra, descobrindo novos caminhos para um excelente black metal menos melódico e mais brutal. Além disso, Old Man’s Child começa a sair da sombra de Dimmu Borgir para despontar como uma importante banda no cenário.

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Apesar de contar somente com nove faixas, que somam 37 minutos, deixando-nos com um gosto de quero mais, sem dúvida vale conferir esse último resultado do projeto de Galdar, responsável "apenas" pelos vocais, guitarras, baixo e teclado.

Outro ponto interessante sobre o OMC é a expectativa que consegue gerar em seus fãs a cada lançamento. Com tantas mudanças, é difícil imaginar o que virá a seguir.

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Set
1. Enslaved and Condemned
2. The Plague of Sorrow
3. War of Fidelity
4. In Torment's Orbit
5. Lord of Command (Bringer of Hate)
6. The Flames of Deceit
7. Black Marvels of Death
8. Twilight Damnation
9. ...As Evil Descends

Site Oficial: http://www.centurymedia.com

Material Cedido Por:
Century Media Records
[email protected]

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Sobre Eduardo S. Contro

Assessor de imprensa, nascido em 1982. Músico nas horas vagas, sua história com o rock começou aos 7 anos de idade. Na época, fazia reuniões com os amigos para ouvir Guns, Rolling Stones, Beatles e afins. Aos 12 se tornou fã do estilo Grunge e, como muitos jovens rockeiros, logo passou a ouvir metal, graças ao Iron Maiden. Hoje é bastante eclético. Escuta de tudo um pouco, de rock progressivo setentão a Black Metal. Desde 1996 (ano da criação do Whiplash!) acompanhou o crescimento e desenvolvimento do site e hoje se sente feliz por fazer parte dessa família. Sempre disposto a conhecer bandas novas e discutir sobre os rumos da música, vive em busca de contribuir para a evolução do rock brasileiro.

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