Resenha - Vermin - Old Man's Child
Por Eduardo S. Contro
Postado em 21 de março de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Vermin, novo CD do projeto solo de Galdar, mostra mais uma vez que o Old Man’s Child não é simplesmente um passatempo para o guitarrista de uma das mais importantes bandas de metal extremo do planeta.

As novidades são muitas. Percebe-se claramente que Galdar optou pela simplicidade em seu sétimo trabalho, deixando de lado orquestras e até mesmo reduzindo a participação dos teclados que marcam os grupos do estilo. Gostos à parte, as mudanças funcionaram. E talvez, o segredo do sucesso esteja mesmo aí.
Comparado a obra de arte anterior, "In Defiance Of Existence" - que levou o OMC a um nível que outras bandas de metal jamais alcançarão (eu ousaria dizer que esse CD é melhor que os do Dimmu lançados na mesma época) -, o novo disco deixa pouco a desejar.
A qualidade sonora é mais uma vez inquestionável, trazendo nove músicas empolgantes, pesadas e cruas. Entre elas, destaque para a faixa de abertura "Enslaved And Condemned", muito bem trabalhada, com diversas variações, que a dão um toque especial, para "The Plague Of Sorrow", com grande intensidade e brutalidade, e para "In Torment's Orbit", sem dúvida, a que chama mais atenção e única com os famosos toques sombrios de teclado que criam uma atmosfera que remete ao Dimmu Borgir na época áurea de "Enthrone Darkness Triumphant".
A única perda sensível de "Vermin" está nas baquetas, devido a saída do monstruoso Nicholas Barker. O baterista convidado, Reno H. Kiilerich, faz um ótimo trabalho, mas, assim como numa comparação entre os vocais de Shagrath e os de Galdar, Nicholas é infinitamente superior. Uma pena sua saída de ambas as bandas.
Se ainda ficávamos com algumas dúvidas a respeito do objetivo do OMC, já que seu som assemelhava-se em demasia, propositalmente talvez, com Dimmu Borgir, temos finalmente a prova de que Galdar consegue produzir um ótimo material, mesmo que de mesma safra, descobrindo novos caminhos para um excelente black metal menos melódico e mais brutal. Além disso, Old Man’s Child começa a sair da sombra de Dimmu Borgir para despontar como uma importante banda no cenário.
Apesar de contar somente com nove faixas, que somam 37 minutos, deixando-nos com um gosto de quero mais, sem dúvida vale conferir esse último resultado do projeto de Galdar, responsável "apenas" pelos vocais, guitarras, baixo e teclado.
Outro ponto interessante sobre o OMC é a expectativa que consegue gerar em seus fãs a cada lançamento. Com tantas mudanças, é difícil imaginar o que virá a seguir.
Set
1. Enslaved and Condemned
2. The Plague of Sorrow
3. War of Fidelity
4. In Torment's Orbit
5. Lord of Command (Bringer of Hate)
6. The Flames of Deceit
7. Black Marvels of Death
8. Twilight Damnation
9. ...As Evil Descends
Site Oficial: http://www.centurymedia.com
Material Cedido Por:
Century Media Records
[email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
Slayer e Metallica se odiavam, segundo vocalista do Machine Head
"Misoginia e masculinidade tóxica": membro do Faith No More lembra tour com Metallica e Guns
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
Quem criou o vocal gutural? Alex Webster fala das origens do death metal e cita Lemmy
Os 10 melhores álbuns de 2025, segundo Mike Portnoy do Dream Theater
A banda que nunca gravou disco e virou o "Black Sabbath brasileiro", segundo Regis Tadeu
Os 3 álbuns que decepcionaram em 2025, segundo o Ibagenscast (um é do Angraverso)
O solo de guitarra "colossal" que Brian May disse estar fora da sua alçada; "Nem em mil anos"
A música do Guns N' Roses em que Axl Rose queria algo de "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar
Peter Gabriel anuncia novo álbum "o/i", sucessor de "i/o"
A banda que lançou o "Master of Puppets" do novo milênio; "James disse que curtiu, pronto!"
A música do Motörhead que marcou a vida de Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish
Joe Satriani revela o guitarrista que ele ouve e diz: "Eu jamais alcançarei isso!"
O herói de Iggor Cavalera na bateria, de acordo com o próprio
O hit da Legião Urbana influenciado por Bruce Springsteen que gravadora não curtiu estrutura

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



