Resenha - All For You - Annihilator
Por Leandro Freitas
Postado em 30 de setembro de 2005
Jeff Waters é louco. Isso todo mundo sabe. E esse deve ser o segredo do Annihilator. A banda segue desde 1986 sob a mão-de-ferro do poderoso chefão, que toca guitarra, compõe, arranja, grava, mixa, e nunca decepciona (tá bem, tem gente q não gosta do Remains, acha o Set the World On Fire esquisito e detesta o King Of The Kill). E não decepciona devido à previsibilidade. Mas não porque os discos sejam todos iguais, muito pelo contrario. O que é previsível aqui é a qualidade de uma das melhores bandas de thrash/heavy do mundo, devido ao amor louco e insano que esse camarada tem pelo estilo. Se precisar gravar tudo sozinho, ele grava tudo sozinho, inclusive os vocais, como já o fez.

Mas isto não foi necessário neste disco, com Waters escalando um time de primeira. Nos vocais a grande revelação, David Padden; um garoto de 20 e poucos anos, que até parece irmão mais novo de Waters. Possui um estilo vocal diferente do seu antecessor, Joe Comeau (Ex-Overkill, Liege Lord), que era mais tradicional. Padden é mais agressivo, se encaixando perfeitamente na sonoridade de All For You. Alterna sua voz potentíssima em rasgados, guturais e vocalizações limpas. Um vocal completo. Na bateria, para substituir Randy Black, que foi para o Primal Fear, entra o incrível Mike Mangini, ex-Steve Vai e Mr. Big. Simplesmente perfeito. A outra guitarra agora é do competentíssimo Curran Murphy, ex-Nevermore. No baixo, Russel Bergquist, um dos únicos com quem Jeff deve ir com a cara, pois está com o Annihilator desde 99, coisa raríssima na banda, que praticamante troca de formação a cada dois discos.
Destaques são difíceis, pois o disco é todo muito bom. Mas podemos citar a faixa titulo que abre o disco, soando um pouco moderna (não vai achar que eu to dizendo que é New Metal), e virou clip (e nunca vai passar na MTV). Dr. Psycho possui várias mudanças de ritmo. Demon Dance é diretona e pesadíssima. The One é a balada, muito bonita por sinal, pois não é daquelas enjoativas e mostra a versatilidade de Padden. Both Of Me tem aquelas alternâncias acústicas e pesadas com frases de guitarra marcantes, marca registrada do Annihilator. The Nightmare Factory é um pouco mais cadenciada, caindo muito bem. Os pontos negativos são Holding On, que é chatíssima, e a instrumental The Sound Of Horror, que fecha o disco, totalmente dispensável. A última poderia, aliás, deveria, ter sido substituída por Weapon X, que só entrou nas edições de alguns países.
Necessário dizer que Annihilator é uma das poucas bandas de thrash americanas que não usa afinação baixa. Waters se mantém fiel ao espírito oitentista, mas não parou no tempo. O Annihilator evoluiu sim seu som, mas sem abrir mão do tradicionalismo, tudo muito bem balanceado. Riffs poderosos na velocidade da luz ainda estão lá (há quem diga que é a palhetada mais rápida do metal, sabe-se lá), bases pesadíssimas, técnica aliada ao bom senso. Não, não é um Alice In Hell, mas é muito, muito bom.
Outras resenhas de All For You - Annihilator
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Chuck Billy (Testament) lembra de quando tentou ser vocalista do Sepultura
Dave Grohl desabou em lágrimas após tocar "Highway to Hell" com o AC/DC
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Matanza Ritual anuncia festival na Audio, em São Paulo, no dia 1º de maio de 2027
Joey Belladonna, vocalista do Anthrax, é detonado por performance do hino americano
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach
Scott Ian considera AC/DC com Bon Scott "a melhor banda de todos os tempos"
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
O hit dos Titãs composto por Nando Reis que Renato Russo não entendeu e achou ofensivo
A opinião de Paulo Ricardo sobre o contemporâneo Humberto Gessinger
O álbum punk favorito de Joey Ramone, o disco que ele levaria para uma ilha deserta

O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



