Segurança de Bob Dylan revela hábitos inusitados do cantor nas madrugadas brasileiras
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de fevereiro de 2026
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, poucos artistas cultivaram uma aura tão enigmática quanto Bob Dylan. Ícone da contracultura, Nobel de Literatura e dono de uma trajetória marcada por reclusão e imprevisibilidade, o cantor sempre foi visto como uma figura arredia, de poucas palavras e hábitos peculiares. Mas, nos bastidores das turnês brasileiras, a imagem ganha contornos ainda mais curiosos.
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Quem ajuda a revelar esse outro lado é o segurança brasileiro Renato da Silva, que trabalhou em shows do músico no país. Em entrevista ao canal Corredor 5, ele contou detalhes pouco conhecidos do comportamento do artista, especialmente durante as madrugadas. Segundo Renato, a aparência sisuda esconde um perfil mais reservado do que antipático.
"Cara, Bob Dylan é Bob Dylan. Ele é uma figura muito peculiar. Você olha pra ele de fora e parece meio mal-humorado. Mas ele é meio tímido, meio desconfiado", relatou o segurança. Para ele, o cantor sempre demonstrou independência e uma postura observadora, distante do estereótipo de estrela cercada de exigências extravagantes.
Um dos hábitos mais inusitados acontecia depois da meia-noite. "Ele é notívago, gosta de sair à noite. Então, meia-noite, uma hora da manhã, ele ligava pra mim: 'Vamos andar'. Aí ele saía andando, simplesmente saía andando, e eu ia atrás", contou Renato. Segundo ele, em São Paulo, o músico caminhava pelas ruas praticamente incógnito, usando gorro e casacão, despertando apenas desconfiança de fãs mais atentos.
Bob Dylan no Brasil
A cena se repetiu de forma ainda mais surpreendente em Porto Alegre, durante um show no Gigantinho. Preso no trânsito dentro da van, Dylan tomou uma decisão inesperada. "No meio do trânsito, com o Gigantinho lá longe, ele abriu a porta da van e saltou pra ir andando. Eu saí atrás dele. Ele começou a andar no meio da multidão, no fluxo", relembrou. O mais curioso é que, segundo Renato, ninguém imaginava que se tratava do próprio Dylan caminhando entre o público.
O episódio rendeu até situação constrangedora na entrada do local. "Ele foi pela fila normal, com o pessoal com ingresso na mão. Se o produtor não tivesse visto e falado 'Caraca, é o Bob Dylan', acho que a gente tava lá até hoje tentando entrar", afirmou. A naturalidade do cantor, segundo o segurança, tornava tudo ainda mais surreal.
Outro detalhe que chamou a atenção da equipe foi um interesse específico do músico durante passagens por São Paulo. "Ele tem paixão por portões de ferro. Parava pra olhar aqueles portões antigos das casas. Depois me falaram que ele mexe com isso, que gosta. Ele observava muito", contou Renato, destacando o perfil atento e curioso do artista.
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