Músico entediado deve reconsiderar carreira, diz Barney: "ninguém quer 50% de um artista"
Por Emanuel Seagal
Postado em 26 de fevereiro de 2026
A longevidade no cenário musical exige um comprometimento que nem todos conseguem manter intacto com o passar das décadas. Para Mark "Barney" Greenway, o icônico frontman do Napalm Death, a honestidade com o público e com a própria arte deve prevalecer. Segundo ele, se um artista está entediado por um longo período, é hora de rever sua carreira.
Napalm Death - Mais Novidades
O músico refletiu sobre o assunto em uma entrevista conduzida pela Strefa Music Art, onde foi questionado se, após mais de 35 anos de estrada, já se sentiu entediado com a banda.
"Acho que todo mundo passa por isso em alguns momentos, mas a questão é quanto tempo esse sentimento dura. Se você sabe que está entediado por um período que dura, digamos, alguns meses, então você realmente deveria considerar se é certo continuar fazendo isso", pontuou o vocalista.
Para ele, a relação com os fãs é sagrada, ainda mais em tempos de dificuldades econômicas. "Quando a garotada entra pagando dinheiro para ver shows, seja qual for o tipo de música, deve ser 100%, nada menos. Não é fácil para as pessoas em nenhuma época, elas têm um limite do que podem gastar. Então, se elas dão o dinheiro delas para você, você deve dar a elas cem por cento. Se não tens mais esse sentimento, tem que se questionar se deveria continuar", explicou.
Barney estendeu o debate também para o processo criativo na hora de compor. "Se você diz a si mesmo: 'Fiquei sem ideias. Não estou mais estimulado ou inspirado o suficiente para fazer isso', você tem que se questionar se realmente deveria tentar continuar, porque ninguém precisa de 50% de uma forma de arte", cravou.
O vocalista admitiu ter lidado com períodos curtos de tédio e momentos em que outros fatores o afetaram, mas foram superados. No entanto, deixou claro qual será o seu critério para se aposentar: "Se chegar a um ponto em alguns anos, ou quando quer que seja, que eu diga: 'Não me sinto mais tão bem no palco. Não sinto como se tivesse algo novo para oferecer criativamente, musicalmente, então chega para mim. Fim."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Chuck Billy (Testament) lembra de quando tentou ser vocalista do Sepultura
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"
Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
As seis músicas preferidas de David Gilmour, incluindo um surpreendente clássico do Van Halen
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"

De Judas Priest a Korn, 10 músicas incríveis com menos de um minuto de duração
Shane Embury projeta novo álbum do Napalm Death para o final de 2027
Algo sobre o "Tiny Desk à Cearense": Os ensaios musicais no Parque Araxá
Absolute Power, projeto heavy metal de Shane Embury (Napalm Death) anuncia álbum
O disco "esquecido" do Black Sabbath que é um dos preferidos de Shane Embury
Palavrões, comuns no rock: veja os piores da língua inglesa


