Resenha - Atomic Soul - Russell Allen

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Por Fernando De Santis
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Nota: 9


Não sou um grande admirador do som da banda Symphony X, mas acabei ficando curioso ao saber que Russell Allen havia gravado seu primeiro disco solo. É inegável a qualidade vocal do rapaz, e se ele cantasse em um estilo diferente de sua banda principal, sem dúvida alguma, poderia me agradar de alguma forma. Dito e feito: "Atomic Soul" do Sr. Allen é um trabalho fora de série!

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A faixa de abertura, "Blackout", já mostra que Russell deixou de lado o estilo do Symphony X e atacou num Rock n' Roll & Hard Rock da melhor qualidade. Riffão todo rocker e o vocal de Russell mais "descontraído" já chegam empolgando. Russell além de cantar muito, ainda se mete a tocar baixo aqui e teclado ali, além de compor muito bem. Em algumas faixas, Michael Pinella (teclado) e Michael Romeo (guitarra) participam com a companhia de Robert Nelson na bateria. Aliás, é um troca-troca instrumental, vale a pena acompanhar o encarte do CD para ver quem faz o que em cada composição. "Voodoo Hand" nos leva para aqueles Hards anos 70, com riff e parada para vocal. Composição muito boa, com destaque para o ótimo trabalho da bateria.

O Rock continua firme em "Angel" e "The Distance" que têm começo cadenciado, mas ganham peso na seqüência. "Seasons of Insanity" é anos 80 puro mais uma vez. Dá até para sentir uma boa levada de AC/DC, mas com mais peso e distorção. Nessa faixa o destaque fica para o ótimo trabalho de Michael Romeo que cuidou do baixo e guitarra e de quebra elaborou um solo muito inspirado. "Loosin' You" e "Saucey Jack" formam a seqüência mais empolgante do álbum. Em "Saucey Jack" dá para sentir todo o clima de festa e rock, com direito a palmas e barulhos de garrafas. O álbum é encerrado com a faixa-título, "Atomic Soul", que conta com a participação de Jens Johansson nos teclados, sempre dando aquela participação especial no álbum de todo mundo (ok, ele deve ser um dos recordistas em participações especiais).

Em "Atomic Soul", Sr. Allen mostra que se um dia enjoar da vida que anda levando, pode muito bem investir no Hard Rock setentista, que se sairá muito bem! É um disco que não cansa e não tem faixa ruim. Empolgante do começo ao fim!




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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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