Resenha - Catch 33 - Meshuggah

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Por Ben Ami Scopinho
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O sueco Meshuggah começou suas atividades em 1987 e foi conquistando seus fãs com a ousadia de suas canções técnicas, porém extremamente brutais, donas de poucos solos e vozes urradas. Nunca seguiram tendências, compondo seus álbuns segundo seus próprios instintos criativos e com isso tornando sua sonoridade relativamente peculiar dentro do cenário musical.

"Catch 33" é seu décimo segundo disco e conforme os próprios membros da banda fizeram questão de afirmar, prima pelo experimentalismo. E sempre louvável encontrar algo irrotulável, porém confesso que Meshuggah conseguiu tornar a audição deste registro bastante difícil, devendo ser digerido lentamente, e já garanto que será um típico disco que dividirá a opinião de todos.

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Basicamente o álbum possui apenas uma faixa dividida em 13 partes. Para o leitor ter uma noção, um mesmo riff de guitarra percorre as três primeiras destas partes, sem interrupção alguma entre o término e início das mesmas. As mudanças de tempo são uma constante que ocorrem de maneira fora do comum, com guitarras destilando riffs estranhos e incrivelmente hipnóticos.

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Inserções de alguns elementos eletrônicos e todo um trabalho de bateria programada – de ótima qualidade, já adianto – farão as opiniões se racharem ainda mais. As vozes se dividem entre monótonos urros e partes faladas. Melodia? Harmonia? Tsc... Difícil encontrar aqui. Mesmo com tantos experimentos, o Meshuggah sabe o que quer, conseguindo amarrar muito bem todas as partes, porém ainda assim "Catch 33" foge completamente dos padrões musicais a que estamos acostumados a escutar.

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Se existisse uma categoria de "disco mais esquisito do ano", este ganharia fácil. Meshuggah conseguiu fazer um álbum genialmente insano e obviamente pretensioso. Alguns amarão, outros nem tanto. Recomendável aos fãs da banda, àqueles que curtem uma sonoridade mais alternativa e até mesmo algo de prog. Quanto aos outros apreciadores da música pesada, escute "Catch 33" com a mente totalmente desprovida de preconceitos, muita paciência e concentração. Aí haverá alguma chance de você se interessar pelo trabalho...

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Formação:
Mårten Hagström - guitarras e baixo
Fredrik Thordendal - guitarras e baixo
Jens Kidman - voz, guitarras e baixo
Tomas Haake - vozes faladas
Meshuggah - bateria programada

MESHUGGAH - Catch 33
(2005 – Nuclear Blast / Rock Brigade Records)

01. Autonomy Lost
02. Disenchantment
03. Imprint Of The Un-Saved
04. The Paradoxical Spiral
05. Re-Inanimate
06. Entrapment
07. Mind's Mirrors
08. In Death Is Life
09. In Death Is Death
10. Shed
11. Personae Non Gratae
12. Dehumanization
13. Sum

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Homepage: www.meshuggah.nt




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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