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Dream Theater 2022

Resenha - Ohmwork - GZR

Por Ben Ami Scopinho
Em 16/06/05

Nota: 6

Geezer Buttler, o eterno baixista do Black Sabbath volta com o terceiro registro de seu projeto-solo GZR depois de oito anos sem colocar nada de novo no mercado. A formação é praticamente a mesma do disco anterior, ou seja, Clark Brown na voz e Pedro Howse na guitarra, tendo como "novato" o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers).

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Quem conhece os dois primeiros discos do GZR sabe o quanto causaram impacto pelo seu peso e sonoridade modernas, bem diferente do velho Sabbath. Neste "Ohmwork", a distorção e modernidade continuam, porém com uma grande incursão no experimentalismo, que em inúmeros momentos descambam para o lado alternativo da música pesada.

A gravação é excepcional pela sua nitidez cristalina e os músicos são estupendos, mas, quando se juntam as idéias, a coisa aqui realmente não engrena. Todas as músicas têm excelentes momentos em seus arranjos, porém, em algum ponto das mesmas existe algo que não se encaixa no contexto como um todo, atrapalhando aquilo que poderia ser uma boa audição. Isso em praticamente todo o CD, chegando a ser massante em várias faixas.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Há alguns trabalhos de guitarras que lembram o Black Sabbath dos anos 80, tudo bastante atualizado e aliado à uma atmosfera obscura. O mais inesperado são as influências do famigerado new metal norte-americano, que aparecem em várias faixas. Se alguém acha que estou exagerando criticando este "Omhwork", escute a canção "Prisioner", com suas linhas vocais "rappers" (juro que é verdade!!!). O disco simplesmente não possui coerência, muda de andamento de modo estranho a todo instante e se torna irritante pela sua inconstância.

Como já foi dito acima, este CD possui ótimas passagens, assim como há outras tantas bem estranhas. Se estiver interessado em adquirir este registro, escute antes de comprar, pois com certeza Geezer e Cia. conseguirão dividir opiniões com este trabalho um tanto bizarro e com composições de gosto duvidoso.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

GZR - Ohmwork
(2005 – Century Media Records)

01. Misfit
02. Pardon My Depression
03. Prisoner 103
04. I Believe
05. Aural Sects
06. Pseudocide
07. Pull the String
08. Alone
09. Dogs of Whore
10. Don’t You Know

Homepage: www.gzrmusic.com


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Resenha - Ohmwork - GZR

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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