Resenha - Ohmwork - GZR
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 16 de junho de 2005
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Geezer Buttler, o eterno baixista do Black Sabbath volta com o terceiro registro de seu projeto-solo GZR depois de oito anos sem colocar nada de novo no mercado. A formação é praticamente a mesma do disco anterior, ou seja, Clark Brown na voz e Pedro Howse na guitarra, tendo como "novato" o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers).

Quem conhece os dois primeiros discos do GZR sabe o quanto causaram impacto pelo seu peso e sonoridade modernas, bem diferente do velho Sabbath. Neste "Ohmwork", a distorção e modernidade continuam, porém com uma grande incursão no experimentalismo, que em inúmeros momentos descambam para o lado alternativo da música pesada.
A gravação é excepcional pela sua nitidez cristalina e os músicos são estupendos, mas, quando se juntam as idéias, a coisa aqui realmente não engrena. Todas as músicas têm excelentes momentos em seus arranjos, porém, em algum ponto das mesmas existe algo que não se encaixa no contexto como um todo, atrapalhando aquilo que poderia ser uma boa audição. Isso em praticamente todo o CD, chegando a ser massante em várias faixas.
Há alguns trabalhos de guitarras que lembram o Black Sabbath dos anos 80, tudo bastante atualizado e aliado à uma atmosfera obscura. O mais inesperado são as influências do famigerado new metal norte-americano, que aparecem em várias faixas. Se alguém acha que estou exagerando criticando este "Omhwork", escute a canção "Prisioner", com suas linhas vocais "rappers" (juro que é verdade!!!). O disco simplesmente não possui coerência, muda de andamento de modo estranho a todo instante e se torna irritante pela sua inconstância.
Como já foi dito acima, este CD possui ótimas passagens, assim como há outras tantas bem estranhas. Se estiver interessado em adquirir este registro, escute antes de comprar, pois com certeza Geezer e Cia. conseguirão dividir opiniões com este trabalho um tanto bizarro e com composições de gosto duvidoso.
GZR - Ohmwork
(2005 – Century Media Records)
01. Misfit
02. Pardon My Depression
03. Prisoner 103
04. I Believe
05. Aural Sects
06. Pseudocide
07. Pull the String
08. Alone
09. Dogs of Whore
10. Don’t You Know
Homepage: www.gzrmusic.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Andreas Kisser relembra quando foi chamado de vagabundo por tocar no Sepultura
A frase profética (e triste) dita por Bon Scott após show no lendário CBGB
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Companheiros do Genesis não botaram fé em hit: "Phil Collins, o que você está fazendo?"
O produtor que Rick Rubin chamou de maior de todos; "Nem gostava de rock'n'roll"
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
A diferença entre Renato Russo e Humberto que explica o que acontece com o Engenheiros
Noel Gallagher revela o rockstar que ficou mais impressionado de conhecer pessoalmente
A música do Led Zeppelin que é clássica, mas Geddy Lee odeia: "Muito simples e comercial"

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



