Resenha - Neon God Part II; The Demise - WASP

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 9


Uma das bandas mais influentes do cenário mundial está chegando a mais um disco neste início de 2005 aqui no mercado brasileiro. Trata-se da segunda parte da obra "The Neon God", totalmente elaborada pelo líder do W.A.S.P, o mestre Blackie Lawless. É heavy metal tradicional do início ao fim, trazendo além de Blackie Lawless (vocal e guitarra) os músicos Darrell Roberts (guitarra), Mike Duda (baixo) e Stet Howland (bateria).

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Falando sobre um mundo dominado e abusado por mídias em geral juntamente com uma instituição religiosa fraudulenta, "The Neon God Part II - The Demise", através das letras e dos diálogos criados por Blackie, faz uma severa crítica ao comportamento humano globalizado, com uma boa dose de sarcasmo. Se por um lado o trabalho lírico está impecável, o disco também conta com uma produção muito boa (feita pelo incansável Blackie Lawless) e com músicas para cair no agrado de todos os fãs de heavy tradicional. E acho que não seria injusto considerar este "The Neon God Part II" um dos melhores lançamentos do metal recente.

O álbum abre com a curiosa "Never Say Die", com um refrão atípico, porém com um instrumental muito bem elaborado encaixando-se perfeitamente com a voz de Blackie, que tem um timbre único, rouco e denso. "Ressurrector" parece surgir de um álbum dos antigos do W.A.S.P., pela levada do seu instrumental e pelo refrão com um jogo de vozes mais agudas. "The Demise", mais arrastada e cadenciada desenvolve muita técnica ao seu decorrer, sendo na minha opinião o ponto mais alto do disco, juntamente com a balada "Clockwork Mary", cheia de emoção e com um final com peso intenso. As puramente heavy "Tear Down the Walls" e "Come Back to Black" dão seqüência ao CD, que acaba por cair em mais uma balada, desta vez a curtinha "All my Life". "Destinies to Come (Neon Dion)" é mais uma outra forte candidata a melhor faixa do material, mas a música que certamente surpreenderá a todos é "The Last Redemption", com uma intensidade surpreendente ao longo dos seus treze minutos de duração.

Realmente, um disco curioso, interessante e merecedor de elogios. Blackie Lawless e sua W.A.S.P. continuam com a velha forma qualificada de outrora, a cada disco aumentando o seu reconhecimento em lugares por onde era possível apenas conferir seus CD's em versão importada. Como aqui no Brasil.

Line-up:
Blackie Lawless (vocal/guitarra);
Darrell Roberts (guitarra);
Mike Duda (baixo);
Stet Howland (bateria).

Track-list:
01. Never Say Die
02. Resurrector
03. The Demise
04. Clockwork Mary
05. Tear Down the Walls
06. Come Back to Black
07. All my Life
08. Destinies to Come (Neon Dion)
09. The Last Redemption

Material cedido por:
Century Media Records
http://www.centurymedia.com.br


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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