Resenha - Shapeshifter - Tempest
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 08 de outubro de 2003
A banda de folk-rock "Tempest", que tirou seu nome da famosa peça de Shakespeare, foi formada há aproximadamente quinze anos.Este "Shapeshifter" é o nono álbum "full lenght" de sua carreira.

A banda (formada nos EUA) é uma verdadeira torre de babel tal a diversidade da nacionalidades de seus membros: o vocalista Leif Sorbye é norueguês, o atual guitarrista (muito bom, por sinal) Ronan Carroll é irlandês, o baterista Adolfo Lazo é cubano, a violinista Sue Dreheim americana, e o baixista Mark Skowronek americano descendente de polonês.
E não achem vocês que essa diversidade fica apenas na origem dos integrantes, a banda toca musicas tradicionais americanas, norueguesas, das ilhas britânicas e algumas composições próprias não menos excelentes.
Para aqueles já conhecem o "Tempest" é útil dizer que a banda que gravou o álbum Balance (em 2001) foi quase completamente modificada.O guitarrista Todd Evans que impunha uma sonoridade mais "hard" à banda acabou por debandar. Isso de certo modo foi bem positivo, pois apesar de ,em geral, gostar da sonoridade pesada, não achei que este peso encontrou correspondência no folk-rock do Tempest.
O equilíbrio (ora, esse álbum que deveria se chamar "Balance"!) entre peso e melodia já se destaca na ótima primeira faixa do álbum "Tamosher".Esta faixa, que é tradicional escocesa, possui uma letra no mínimo interessante. Trata (pelo que entendo de inglês escocês) de uma rapariga que rouba um tamosher (peça que os escoceses usam debaixo do saiote, "kilt) de um azarado que foi nadar e deixou seu cuecão "dando sopa". A moça embrulha-o e o leva pra casa.Acontece, que o pai da moça descobre embaixo do avental dela o tamosher, e pergunta quem foi que deu isso a ela. Foi o padeiro? Um palhaço? Ela responde então que na verdade foi um belo rapaz aventureiro que lhe concedeu tal "dádiva". Só resta saber se o tamosher estava limpo...
Bem, voltando ao som; outra grande sacada desse álbum foi incluir somente duas faixas instrumentais.As faixas instrumentais são ótimas para apresentações ao vivo, mas ficam um pouco maçantes quando aparecem em demasia no álbum (as duas de Shapeshifter são ótimas e dão conta do recado).
As harmonias vocais entre Leif e Sue aparecem em todas as canções e ajudam no quesito originalidade.O destaque fica para todas elas, pois são igualmente ótimas, tornando a tarefa de julgá-las um exercício "deveras" difícil. Insistindo um pouco, talvez fique com "Natural Law" e a balada composta por Mark Skowronek, "Winter Nights".
Se acreditasse que opinião musical valesse algo diria que esse álbum é imprescindível e daria nota 9, 5, mas como a algum tempo notei que musica é ouvida com o próprio ouvido, apenas recomendo para aqueles que ficaram interessados visitar o site oficial, que disponibiliza trechos de todas (!) as musicas gravadas pela banda e mais algumas completas Como se não bastasse, no site oficial você pode encontrar um link para assistir duas apresentações completas.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
O clássico do Queen que Rick Rubin tentou estragar de propósito; "Era uma gravação perfeita"
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
O que Stewart Copeland ganhava quando as mulheres suspiravam por Sting
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
A controversa opinião de Andre Matos sobre a cantora Marisa Monte
Iron Maiden: veja Bruce abandonando o palco em 1999
Led Zeppelin: a origem do anjo símbolo da banda

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



