Resenha - Division Bell - Pink Floyd
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 21 de setembro de 2003
Nota: 10 ![]()
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Ano: 1994. Eles são os deuses do rock progressivo. Soberbos, perfeitos e geniais em tudo que fizeram. Isto começa a demonstrar o que é, o que foi e o que representa o Pink Floyd. Sua música não deve ser apreciada com pressa, com inquietação, e sim com calma, de mente e alma abertas, prontas para receber e sentir tudo o que a música destes ingleses pode passar - o que não é pouca coisa.
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É impossível, eu repito, absolutamente IMPOSSÍVEL, não ser envolto e absorvido pelo som que eles produzem. Penetram fundo na alma, parecem tocar todas as partes do seu corpo de uma só vez, aguçar todos os seus sentidos. Melodia, virtuosidade, música clássica, jazz, rock, orquestrações, poesia, solos, teclados, riffs, voz: tudo sempre no lugar certo, milimetricamente calculado. Nada se sobrepõe, tudo se completa, tudo soma, tudo comove, tudo agrada.
Não sei o por quê de algumas pessoas buscarem nas drogas um estado de espírito mais elevado, um maior sensação de prazer ou coisa parecida. O Pink Floyd consegue propiciar tudo (e mais um pouco) que a alma humana pode desejar. Isto vindo da música. Todas as sensações que trazem prazer, relaxamento, encantamento e loucura.
Será que eu preciso dizer que David Gilmour é o melhor guitarrista de todos os tempos, além de ter uma voz simplesmente singular e perfeita, doce e calma, um timbre único e uma mente brilhante? Dizer que Richard Wright humilha todos os tecladistas existentes? Que Nick Mason domina e faz o que quiser com a bateria?
"Division Bell" se trata de um disco conceitual a respeito da falta da comunicação. O Sino da Divisão é usado no parlamento inglês quando há discordância de opiniões, o que indica o momento de haver uma votação.
Este disco está recheado de fotos, fatos, lugares e ligações que iniciaram uma verdadeira revolução na mente dos fãs, dando início ao até hoje indecifrável Enigma de Publius. Depois de um bom tempo parados (sete anos para se mais preciso), sem lançar cds inéditos, "The Division Bell" é a última obra inédita destes mitos.
Tentar explicar o por quê de tal música ser destaque é ser herético e subestimar o talento do grupo. O certo é que deram luz a composições profundas, carregadas de tudo que o Pink Floyd fez de melhor ao longo de sua carreira e que, ainda, sim, transmitem frescor, inovação e criatividade.
Não conseguiria descrever tamanha genialidade e perfeição presentes neste disco, a tamanha qualidade de suas músicas e o por quê de se ficar totalmente fascinado, envolto e hipnotizado ao ouvi-lo. Ouça e veja o que David Gilmour e seus companheiros prepararam para nossos fracos corações. Uma das melhores obras do grupo, certamente, e o melhor cd de progressivo lançado na década passada. Compre, mostre para seus filhos, seus netos, passe de geração em geração, aprecie eternamente, tal qual deve ser feito com as grandes obras de arte.
Obrigado Syd Barret, Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright, Nick Manson e todos os músicos que os auxiliaram e ajudaram nesta jornada. Eu saúdo a Deus pelas suas existências e pelo seu trabalho, sou grato por ter a audição perfeita e pela oportunidade de ouvi-los. Seus nomes e suas obras estão marcados na eternidade, vocês serão lembrados para todo o sempre. Sinceramente, muito obrigado.
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