Resenha - Dançando no Campo Minado - Engenheiros do Hawaii

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Por Rafael Carnovale
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Os Engenheiros do Hawaii fizeram as pazes com o bom e velho rock and roll no último cd, "Surfando Karmas e DNA", com "hits" como a faixa título e "3a do Plural", e uma turnê bem sucedida por todo Brasil. Foi um re-encontro com os fãs, que aclamaram este como um dos melhores cd’s da banda, o melhor desde que Humberto Gessinger reformulou tudo, mudando os integrantes e retornando a guitarra, que não tocava desde o primeiro álbum. Como o gaúcho sempre dizia em entrevistas: "Disco do Engenheiros é que nem especial do Roberto Carlos na TV, tem todo ano". Cerca de um ano emeio depois sai seu sucessor, e como será que os Engenheiros dançaram no campo minado?

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"Camuflagem" abre os trabalhos, com uma roupagem pesada, com um pé no grunge, mas com o som característico da banda, e com uma letra que mostra que não adianta tentar evitar, o que tiver que acontecer acontecerá. O mais interessante ficam para as faixas seguintes: "Duas Noites no Deserto" e "Rota de Colisão". Entrelaçadas pelo contexto lírico (relacionamentos) as duas recebem uma roupagem punk que foge ao estilo da banda, mas fica super bem executada, graças ao excelente trabalho de guitarras.

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De fato este é o disco mais pesado da banda, como atesta a excelente faixa título (com uma bateria forte e pulsante), a cadenciada "Na Veia", aonde Gessinger nos convida a ver a realidade ("Vem com os próprios olhos, Vem, Ver a vida como ela é") a diferente "Fusão a Frio" (com uns efeitos esquisitos no começo, mas desembocando num rock interessante) e o rockão típico dos Engenheiros em "Outono Em Porto Alegre", que encerra de maneira feliz um disco que parecia deprê. Curiosamente pela segunda vez o ex-baterista Carlos Maltz participa na composição de duas músicas (intituladas "Segunda Feira Blues I e II"), fazendo vocais com Humberto, como o mesmo fizera no cd solo de Maltz, "Farinha do Mesmo Saco".

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A banda continua extremamente talentosa, e os flertes com o punk e pop ficaram muito interessantes. Humberto cada vez mais abre espaço para o apoio na composição por parte de Paulinho Galvão e Bernardo Fonseca, o que vem garantindo uma interessante evolução. O gaúcho que dizia que não mudaria de jeito nenhum vai cada vez mais descobrindo um potencial criativo que faz com que os cd’s fiquem melhores a cada safra. Este sem dúvida é um dos melhores cd’s da banda, se não for o melhor. Confira!

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Site não Oficial: http://www.enghaw.com.br

Line Up:
Humberto Gessinger – Guitarras,Vocal
Paulinho Galvão – Guitarras
Bernardo Fonseca – Baixo
Gláucio Ayala - Bateria




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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