Resenha - Dançando no Campo Minado - Engenheiros do Hawaii
Por Rafael Carnovale
Postado em 30 de junho de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os Engenheiros do Hawaii fizeram as pazes com o bom e velho rock and roll no último cd, "Surfando Karmas e DNA", com "hits" como a faixa título e "3a do Plural", e uma turnê bem sucedida por todo Brasil. Foi um re-encontro com os fãs, que aclamaram este como um dos melhores cd’s da banda, o melhor desde que Humberto Gessinger reformulou tudo, mudando os integrantes e retornando a guitarra, que não tocava desde o primeiro álbum. Como o gaúcho sempre dizia em entrevistas: "Disco do Engenheiros é que nem especial do Roberto Carlos na TV, tem todo ano". Cerca de um ano emeio depois sai seu sucessor, e como será que os Engenheiros dançaram no campo minado?
Engenheiros Do Hawaii - + Novidades

"Camuflagem" abre os trabalhos, com uma roupagem pesada, com um pé no grunge, mas com o som característico da banda, e com uma letra que mostra que não adianta tentar evitar, o que tiver que acontecer acontecerá. O mais interessante ficam para as faixas seguintes: "Duas Noites no Deserto" e "Rota de Colisão". Entrelaçadas pelo contexto lírico (relacionamentos) as duas recebem uma roupagem punk que foge ao estilo da banda, mas fica super bem executada, graças ao excelente trabalho de guitarras.
De fato este é o disco mais pesado da banda, como atesta a excelente faixa título (com uma bateria forte e pulsante), a cadenciada "Na Veia", aonde Gessinger nos convida a ver a realidade ("Vem com os próprios olhos, Vem, Ver a vida como ela é") a diferente "Fusão a Frio" (com uns efeitos esquisitos no começo, mas desembocando num rock interessante) e o rockão típico dos Engenheiros em "Outono Em Porto Alegre", que encerra de maneira feliz um disco que parecia deprê. Curiosamente pela segunda vez o ex-baterista Carlos Maltz participa na composição de duas músicas (intituladas "Segunda Feira Blues I e II"), fazendo vocais com Humberto, como o mesmo fizera no cd solo de Maltz, "Farinha do Mesmo Saco".
A banda continua extremamente talentosa, e os flertes com o punk e pop ficaram muito interessantes. Humberto cada vez mais abre espaço para o apoio na composição por parte de Paulinho Galvão e Bernardo Fonseca, o que vem garantindo uma interessante evolução. O gaúcho que dizia que não mudaria de jeito nenhum vai cada vez mais descobrindo um potencial criativo que faz com que os cd’s fiquem melhores a cada safra. Este sem dúvida é um dos melhores cd’s da banda, se não for o melhor. Confira!
Site não Oficial: http://www.enghaw.com.br
Line Up:
Humberto Gessinger – Guitarras,Vocal
Paulinho Galvão – Guitarras
Bernardo Fonseca – Baixo
Gláucio Ayala - Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
O clássico do Metallica que fez James Hetfield se encolher: "Aquilo foi ruim"
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
A música que Brian Johnson chamou de uma das melhores do rock: "Tão bonita e honesta"
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
O melhor e o pior disco do Sepultura, de acordo com a Metal Hammer
Os 5 álbuns e metal que moldaram Mayara Puertas, vocalista do Torture Squad
Stray Cats anuncia volta à estrada após recuperação de Brian Setzer
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Jello Biafra é hospitalizado após sofrer AVC hemorrágico
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 1970, segundo o Loudwire
Morre aos 60 anos Tommy DeCarlo, vocalista da banda Boston


Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
O erro que Humberto Gessinger admite ter cometido no disco "O Papa é Pop"
Humberto Gessinger e a linha tênue entre timidez e antipatia: quem está certo?
Engenheiros do Hawaii - "De Fé" e a prova de amor de Humberto Gessinger
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"


