Resenha - Megalomania - Enslavement of Beauty
Por Paulo Finatto Jr
Postado em 16 de junho de 2002
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A região nórdica da Europa sempre foi reconhecida pela grande quantidade de bandas de black metal e black melódico que surgem por lá. O estilo chega a ser uma característica de países como a Noruega, onde o black metal pode ser considerado como uma música popular nacional. Foi lá que surgiu o Enslavement of Beauty – em 1995 – mais uma banda de black metal sinfônico, com grandes influências de Borknagar e Cradle of Filfh, por exemplo. O projeto dos amigos Myrholt e Tunheim completa-se com os músicos convidados, entre eles o baterista Mickelson, do Borknagar. Este projeto está sendo levado a sério (já está no terceiro álbum), e aqui no Brasil este último foi lançado pela Hellion, "Megalomania", após as boas críticas que foram recebidas pela faixa "Dainty Delusive Doll" presente na coletânea "Hellion Collection Vol. III".

"Megalomania" já pode ser considerado como um dos grandes lançamentos deste ano dentro do black metal. A banda Enslavement of Beauty consegue muito bem misturar momentos de teclados mais melódicos com a pegada do black metal e os vocais "super-rasgados" de Ole Myrholt. O que deixa o som da banda com maior característica própria são todas as passagens de guitarras, que fogem um pouco do clima mais "sujo", e remetem ao metal tradicional. Outro ponto positivo do Enslavement é que eles mostram que é possível fazer black metal de qualidade, sem levar as letras ao total "oposicionismo ao cristianismo" e sem todos aqueles apetrechos e pseudônimos.
As melhores músicas entre as apresentadas neste disco são: "Dainty Delusive Doll" com grande brutalidade desde o início, diversos climas mais quebrados e ainda partes com vozes "limpas"; "Malignant Mindwinter Murders" é outro ponto alto, com uma união perfeita de teclado e guitarra sem perder o clima mais melancólico; "Comme Il Faut" um outro ponto altíssimo do trabalho, com destaques para o clima de solos de guitarra com a interpretação de Myrholt; "Seven Dead Orchids" por ser uma ótima composição de dar inveja a qualquer Dimmu Borgir; "Fifteen Minutes" que é uma música bem rápida e bem encaixada entre as guitarras (principalmente os solos), vozes e bateria e por fim a instrumental "Crowd of Mourners", que define muito bem quão bom é o instrumental do grupo.
Altamente recomendado para os fãs do black sinfônico, e eu acredito que seria muito bem recomendado também para todos aqueles que ainda desejam conhecer alguma banda dentro deste estilo, de alta qualidade técnica.
Formação:
Ole Alexander Myrholt – vocal
Tony Eugene Tunheim – guitarra e teclado
Hans-Age Holmen – baixo
Fred Endresen – sintetizadores
Asgeir Mickelson – bateria
Track-List:
01. "Dainty Delusive Doll" (4:05)
02. "The Venial Blur" (3:22)
03. "Late Night, Red Wine Blight" (4:12)
04. "Malignant Midwinter Murders" (4:22)
05. "Comme Il Faut" (4:52)
06. "Benign Bohemian Brilliance" (3:55)
07. "Prudence Kept Her Purity" (3:35)
08. "Seven Dead Orchids" (3:07)
09. "The Dying Buds of May" (4:53)
10. "Fifteen Minutes" (5:38)
11. "Ye That Tempteth, Ye That Bequeth" (4:01)
12. "C17-H19-NO3-H20" (3:12)
13. "Tangled In Grand Affection" (3:47)
14. "Crowd of Mourners" (3:56)
Site oficial: http://www.enslavement-of-beauty.com
Material cedido por:
Hellion Records – http://www.hellionrecords.com
Rua Dr. João Maia, 199 – Aclimação.
CEP: 04109-130 - São Paulo / SP - BRASIL
Tel: (0xx11) 5539-7415 / 5083-2727 / 5083-9797
Fax: (0xx11) 5083-3077
E-mail: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
Morre Bob "Bobby" Weir, cofundador do Grateful Dead, aos 78 anos
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
O cantor que Bono disse que ninguém conseguiria igualar; "ninguém podia ser como ele"
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford do Judas Priest, segundo o próprio
A curiosa história de "Pet Sematary", clássico dos Ramones que foi escrito em uma noite
A preconceituosa opinião de Brent Hinds, do Mastodon, sobre o Dream Theater
O problema de trabalhar com Yngwie Malmsteen no G3, segundo Joe Satriani

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



