Resenha - Timeless Departure - Skyfire
Por Leandro Testa
Postado em 10 de janeiro de 2003
Nota: 8 ![]()
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Veja o que um pouco de sorte não pode causar. Amigos desde o primário, Andreas Edlund (guitarra, teclados), Jonas Sjögren (baixo) e Tobias Björk (bateria) recrutaram o vizinho deste último, Martin Hanner (guitarra, teclados) e assim, ano de 1995, se formava o Skyfire. Após registrarem uma demo em dezembro de 1997 com o auxílio à distância de um vocalista convidado, o direcionamento oscilante se estabilizou como mais pesado, energético e acabaram por encontrar o ocupante definitivo deste posto numa sala de bate-papo muito popular entre os headbangers suecos. Assim, Henrik Wenngren, que já participava de uma horda black metal, se interessou pelo som ali proposto e com um novo material em mãos, conseguiram uma mãozinha de Thomas Väänänen (da também conterrânea Thyrfing), que pedira uma cópia desta amostra, quando o conheceram naquele mesmo ‘chat’. Em posse dela, e depois de tê-la apreciado, entregou-a aos cuidados da gravadora holandesa Hammerheart com quem felizmente o Skyfire veio a assinar um contrato. Fala aí: por isso somos tão viciados em Internet....

"...o álbum de estréia..., seguindo o padrão ‘crossover’ entre Black e Power Metal, no melhor estilo... Children of Bodom." Estes são os excertos mais relevantes quanto à apresentação que a Somber Music fez ao lançá-lo no mercado brasileiro em meados de junho de 2001. Como o recebemos para resenha mui recentemente, ela vem em boa hora, pois já foi anunciado dia 07 de abril como sendo a previsão para o sucessor deste, intitulado Mind Revolution, estar nas lojas do velho mundo.
Enquanto isso não ocorre, vale indicar tal ‘debut’ a todos os que se identificam com uma sonoridade melódica aliada a vocais caóticos, elemento do qual se extrai a primeira das definições arroladas acima, em seu estado sinfônico. Assim como a influência também supracitada, eles abusam de uma veia clássica, regada de medievalismo, herança da aprendizagem de Andreas, Martin e Jonas, qualidade esta, elevada pelo fato de que o Skyfire é "...formado por músicos extremamente técnicos...". E isso é justamente o que mais impressiona: gravado em agosto de 2000, os jovens integrantes tinham a média de 21 anos, significando que eles ainda irão progredir muito e dar vida a trabalhos tão bons quanto este.
O baixista Jonas Sjögren afirmou que podemos esperar nessa segunda empreitada uma maior diversidade, um disco mais bem estruturado e com uma sonoridade ainda melhor. Tomara que isto também se aplique às linhas vocais, pois para quem aprecia o modo Alexi ‘Wildchild’ Laiho de cantar, não terá problemas quanto a escutar o CD de ponta a ponta, sem se cansar. Este seria o único empecilho identificável no contexto geral, ainda que os teclados, executados pelos dois guitarristas, pudessem ter menos cara de instrumento eletrônico e sim, soassem como uma orquestra, algo que eu não posso exigir logo numa primeira ocasião, dados ao orçamento e tempo escasso que alguém recém-contratado dispõe.
Destaques? Difícil dizer. Logo na intro demonstram um bom gosto tremendo e assim se mantém durante os quarenta minutos seguintes, uma regularidade dominante, seja em "Fragments of Time" música de abertura com bases assaz chamativas e diferentes das restantes (um belo trabalho nas seis cordas), na música-epiteto (uma espécie de Falconer podrão), na faixa-título, a mais longa de todas, que em seus quase sete minutos alterna momentos semi-cadenciados com outros de grande velocidade, fórmula repetida na melodiosa "Breed Through Me, Bleed for Me" e assim por diante.
Sem mais delongas, quando chegares na loja e veres a encantadora capa que este traz, uma das mais belas da história do rock (e feita por um guitarrista de Power Metal), terás um bom pressentimento a respeito de seu conteúdo (não assustadoramente variável, mas indiscutivelmente bom). E que venha o próximo...
Unofficial website: http://skyfire.terranbot.com/
Material cedido por:
Somber Music Distribution - www.metalprovider.com/sombermusic
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