Skyfire: todo o peso do power death sueco

Resenha - Timeless Departure - Skyfire

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Por Fernão Silveira, Fonte: Fernão Silveira
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Se fosse preciso traçar um paralelo com o mundo do cinema para ilustrar o som da banda sueca SKYFIRE, a descrição seria: quando "O Senhor dos Anéis" encontra "O Massacre da Serra Elétrica". Parece estranho? E é mesmo. Mas não me ocorre uma descrição mais adequada para o power death do grupo capitaneado pelos guitarristas e tecladistas Andreas Edlund e Martin Hanner. "Timeless Departure", lançado no Brasil pela Somber Music, é o primeiro álbum full-length da horda épica vinda da cidade de Höör.

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Embora pareçam tão imiscíveis quanto água e óleo, death e power metal (também chamado por alguns de metal neoclássico [??]) são duas paixões - e especialidades - dos bangers escandinavos. Pois os vikings do metal - cuidado: não confunda com viking metal, outro gênero apresentado ao mundo pelos cabeludos do norte - têm um gosto todo especial pela junção do refinamento técnico com o mais profano som extremo.

E é justamente essa a linha de trabalho do SKYFIRE, que produziu os EPs "Within Reach" (1998) e "The Final Story" (2000) antes de "Timeless Departure". O trabalho exibido nos dois EPs chamou a atenção da gravadora holandesa Hammerheart Records, que proporcionou a gravação do disco de estréia - numa época em que a banda tinha Henrik Wenngren (vocal), Tobias Björk (bateria) e Jonas Sjögren (baixo) ao lado de Edlund e Hanner em seu line-up.

Como não poderia ser diferente, é a união de teclados elaborados e guitarras virtuosas que marca o som de "Timeless Departure". O contraponto ao clima épico e preciosista fica por conta do vocal gutural e urrado, conforme manda a cartilha do death metal. Aos ouvidos menos acostumados, a mistura pode resultar tão indigesta quanto maionese com leite.

Mas se você não vê qualquer estranheza em juntar Frodo com Chainsaw Charlie, mergulhe fundo em petardos como "The Universe Unveils" e "Timeless Departure" (uma das melhores do álbum). Também há alguns tons de metal tradicional (em "Skyfire") e goth (em "As Breed Through Me, Bleed for Me") na aquarela do SKYFIRE. Vale a pena correr todo o track list para encontrar a dobradinha final, formada por "By God Forsaken" e "From Here to Death", músicas tão intensas e impiedosas quanto a lâmina da espada de Aragorn.

O SKYFIRE continua firme e forte em sua jornada rumo aos vulcões de Odin. A banda já lançou outros três discos - "Mind Revolution" (2003), "Spectral" (2004) e "Esoteric" (2009) - e Wenngren, Björk e Sjögren já seguiram outros caminhos. Ainda assim, "Timeless Departure" tem valor como o primeiro tomo dessa epopéia.

"Timeless Departure" - SKYFIRE

1 - Intro
2 - Fragments of Time
3 - The Universe Unveils
4 - Skyfire
5 - Timeless Departure
6 - Breed Through Me, Bleed for Me
7 - Dimensions Unseen
8 - By God Forsaken
9 - From Here to Death

Gravadora: Somber Music (nacional)

Site da banda: http://www.skyfireonline.net/
SKYFIRE no MySpace: http://www.myspace.com/skyfiremusic


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Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

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