Resenha - Sonic Dynamite - Pink Cream 69

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Por Haggen Kennedy
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Nota: 9


Não é surpresa pra ninguém o fato de o Pink Cream 69 lançar um disco que varia de bom a excelente, afinal a banda já alcançou o estandarde de nomes que devem ser colocados no topo da lista das bandas de Hard Rock mais criativas e conhecidas. Porém, é de impressionar esse novo petardo do grupo, apetitosamente intitulado de Dinamite Sônica.

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"Passage to Hope" é a faixa que abre o disco, mas com apenas 1:23 - uma faixa intro comum. A seguir, "Seas of Madness" entra e, meu amigo, é simplesmente inacreditável o poder bombástico da música. Os caras parece que se cansaram de ficar parados e meterem bala; mais parece um heavy metal à lá Sonata Arctica (bem parecido, por sinal) do que um daqueles Hard Rock calminhos com pouca variação e velocidade. Aqui, a canção é corrida do começo ao fim (incluindo os solos) e o refrão é o mais puro Hard Rock, com todas aquelas vozes formando o corinho fundamental do estilo. Perfeito.

Em "Followed By The Moon", a terceira faixa, o tempo já cai um pouco para incluir mais aquele feeling de Hard, mesmo, com linhas de guitarra bem tênues, na medida certa. "Sonic Dynamite", por outro lado, retorna à linha de pensamento de "Seas of Madness" e despeja porradaria. Pelos riffs de guitarra do começo já se sente sobre o que é a música. E o mais interessante é a incrível semelhança com "Perry Manson" de Ozzy Osbourne. Não se sabe se casual ou se David Readman (vocal), Dannis Ward (baixo), Alfred Kopfler (guit) e Kosta Zafiriou (bat) andaram ouvindo demais a carreira do ex-Sabbath. Preste atenção na primeira frase do refrão ("...the sonic dynamiiiite").

De um modo ou de outro, é válido chamar a atenção para a excelente escolha de vocalistas para substituir Andi Deris. Readman funcionou perfeitamente na banda, inclusive nos shows ao vivo onde não decepcionou - pelo contrário. Quem teve a oportunidade de dar uma olhada na performance dos caras em 99 no End of Century Metal Fest pôde perceber que David cantou ainda melhor ao vivo do que nos discos.

Em "Sonic Dynamite" ele - não se sabe como - conseguiu melhorar ainda mais. Algumas linhas vocais estão realmente altas e o mais importante: carregam melodia, fator importantíssimo no estilo Hard Rock.

Continuando, "The Spirit", a quinta faixa, volta ao tempo mais lento, dando mais espaço a solos de guitarra ocasionais, o que faz a música ter um feeling excepcional. Mas que ainda assim não se compara a "Speed of Light". Ah, musiquinha boa! Os grooves fluíram perfeitamente, além dos riffs de guitarra, que soam livremente durante o disco inteiro. O mais engraçado (e irônico) é que as partes da música com apenas baixo e vocal se parecem com a "030366" do Stratovarius, e não com a de nome homônimo.

Na seqüência, "Waiting for the Dawn" já começa com os "ôôô" típicos do estilo, passando pelas estrofes cantadas em duas vozes, indo desembocar nos refrões bem-feitos que o PC 69 já sabe fazer tão bem.

"Let The Thunder Reside", ao contrário do que o nome sugere, é uma balada - muito bonita, por sinal -, coisa que não podia faltar. Já "Lost In Illusions", uma vez mais, retorna ao espírito hard com boas guitarras, o que contagia as faixas seguintes, "Face of an Angel" (que tem as partes guitarrísticas bem similares a um "Fire and Ice" de Malmsteen) e "Shattered Prophecy". "Spread Your Wings", a última música, é outra balada - melhor que a anterior, à propósito.

É (bastante) válido destacar que a Moria Records, selo que distribui o petardo aqui no Brasil, fez um ótimo trabalho: a qualidade do encarte está perfeito, sem o mínimo borrão nas letras (coisa que já sofreu deslizes até pela gigante EMI) e trouxe uma música bônus, "Truth Hits Everybody", que segue a mesma linha agressiva de "Seas of Madness" e "Sonic Dynamite". A gravadora lançou ainda algo inédito no Brasil - um segundo encarte que acompanha o CD com as letras traduzidas do conjunto (não são só os japoneses que têm o direito!). Tem que dar os parabéns a esse pessoal ou não?

Contatos:
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E-mail: moria@zip.net.

Você pode ainda encontrar a loja Moria Records na Galeria do Rock, em São Paulo:
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Sobre Haggen Kennedy

Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.

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