Resenha - Underdark - DragonHeart
Por Haggen Kennedy
Postado em 28 de abril de 2000
Nota: 9 ![]()
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Esse disco realmente foi bastante esperado pelos amantes brasileiros de Blind Guardian, Running Wild e congêneres. O que é simplesmente incrível é o fato de como esses 4 curitibanos conseguem captar dessa forma o espírito medieval e épico.

"Underdark" é, sem mais delongas, um dos melhores lançamentos nacionais em termos de heavy metal épico. Só pela curta introdução que abre o CD já se tem a idéia do que esse pessoal é capaz.
"Arcadia Gates", a segunda faixa, vem com força total. É difícil de acreditar que o vocal gutural que intercala as partes cantadas seja Eduardo Marques, o guitarrista encarregado de cuidar da parte vocalística do grupo (é você mesmo que canta aquilo?). Bateria rápida, palhetadas de guitarras idem e o baixo pra completar, formam o campo harmônico perfeito para os gritos de 'arcadia gates' soltos aos refrões colantes da canção (estamos num campo de batalha?).
Parece que sim, pois a próxima música é taticamente intitulada "Battlefield Requiem", mas não possuindo realmente a vagarosidade e a tristeza de uma marcha fúnebre, pois a linha melódica é caracterizada por um andamento rápido. O que dá sentido ao nome da canção é sua letra, que mostra muito sangue, bravura e desespero (dá pra não gostar disso?).
"Dystany and Destiny" é uma das músicas que foram lançadas no CD-Single "Gods of Ice", que esta humilde pessoa que aqui escreve tem e já teve o prazer de comentá-lo. Aliás, foi uma das surpresas que este disco trouxe: o fato dele ser superior a esse single, lançado em Maio de 98.
O disco é interessante pelo fato de não ter nenhuma música ruim. A produção se elevou, em comparação a "Gods of Ice", e o nível de composições também conseguiu se manter elevado. "Tied in Time", "Night Corsaries" (também presente no single), "Sir Lockdünam" (lindíssima), "Underdark", "New Millenium", "Mists of Avalon" e finalmente "Gods of Ice" - essas últimas duas também presentes no single - são uma porradaria medieval inesquecível. Concluindo, é um daqueles discos que você coloca no som sem nem se lembrar que é uma banda brasileira.
Inclusive, muita gente tem comprado "Kurt of Koppingen" do Excelsis e nem conhece o Dragonheart, o que chega até a ser um crime, pois esses curitibanos aí conseguiram fazer melhor do que os supracitados alemães.
O único contraponto a ser dito é que infelizmente este jornalista acha meio difícil que o próximo lançamento dessa banda consiga superar "Underdark", que já é meu disco de cabeceira. Palmas. Muitas palmas, eles merecem.
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